O time do Brasil mostrou toda sua dificuldade, fragilidade
até, no jogo de estreia na Copa 26, contra a boa equipe do Marrocos. A sensação
era de que se via de um lado o bólido andando a mil e do outro lado um tanque
não apenas pesado, mas com tecnologia ultrapassada. Lento, se deslocando com
dificuldade.
Os brasileiros erraram muito, principalmente na troca de
passes e mostraram que ainda não estão entrosados, um dos principais requisitos
para uma equipe se tornar competitiva. Claro que o time de Ancelotti vai passar
à fase seguinte da competição, dada as facilidades para seguir adiante, por um
regulamento benevolente.
O meio de campo foi uma tragédia. Se perdeu na maior parte do
tempo e pode ser responsabilizado pelo gol de Marrocos, num contra ataque que
lembrou aquele gol tomado contra a Bósnia, na Copa da Rússia.
Mas, se não engrenar, vai levar para o campo toda a descrença
da torcida. Se pegar um time do primeiro mundo do futebol, a volta para casa de
parte da delegação vai ser antecipada, porque os jogadores saem para curtir
suas férias em hotéis e iates de luxo no verão europeu, parecendo que nada
aconteceu. A raiva fica por aqui.
Não é preciso ser especialista em futebol para ver que
o time brasileiro jogou mal. Não foi bem. Aliás está em distante dos seus
melhores dias, bem aquém das suas históricas qualidades técnicas. É por isso
que a torcida não está numa mesma vibe do time e, por não querer se
decepcionar, ficam distantes, ou não tão ligados, ao que acontece nos gramados
da América do Norte.
Como bem escreveu o jornalista esportivo Juca Kfouri:
“Marrocos tem um time e o Brasil alguns talentos”. A troca de passes curtos,
rápidos, precisos dos marroquinos envergonhou o país que um dia foi do futebol.
Muitos jogadores do Brasil pareciam estar fora do peso – para cima, diga-se, por
não apresentar torque nas corridas.
Foi o quarto empate do Brasil em estreias em mundiais – em nenhum dos três primeiros o time se sagrou campeão.
*João Batista Cruz é jornalista. Integrou a equipe que fundou o Jornal Tribuna Feirense.
Com menos de 100 mil habitantes, a maioria vivendo na zona rural, Feira de Santana ganhou a primeira estação de rádio do interior e a terceira do estado da Bahia. Fruto do idealismo do gráfico Pedro Matos, a Rádio Sociedade foi implantada em 1948 com uma equipe que ouvia as emissoras do Rio de Janeiro, mas soube rapidamente superar as limitadas condições técnicas da época e construir um sólido alicerce para o futuro, que não demorou a chegar.
Aqui, um pequeno capítulo dessa história, rememorando nomes e situações que não devem ser esquecidos nem apagados pelo tempo. “O rádio não atrapalha quem trabalha”. Dito de forma categórica e verdadeira, pelo magno comunicador pernambucano/feirense Tanúrio Brito, no seu caleidoscópio diário “Programa da Manhã”, na Rádio Sociedade de Feira, granjeador, com méritos, de alto índice de audiência, extrapolando os limites regionais, requer uma reflexão ou uma análise mais aprofundada sobre o fenômeno imbatível dos meios de comunicação de massa, no que pese o avanço tecnológico, com a oferta de novos e eficientes modais eletrônicos.
Surgido no início do século passado, datado de 1906, com
exploração inicial atribuída a Reginald Fessenden, o rádio, na frequência da
Onda Média (OM), chegou ao Brasil em 1923, através do pioneiro Roquette Pinto,
fundador da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Em 1948, o gráfico Pedro Matos, extremamente idealista e
realizador, premiava Feira de Santana com uma emissora homônima, a Rádio
Sociedade de Feira, prognosticando aqui o pioneirismo de Roquette Pinto, com a
primeira emissora do interior e a terceira do estado, que só contava com a
Rádio Sociedade da Bahia e a Rádio Excelsior, ambas em Salvador. A Cidade
Princesa, ou o município, já que a maior parte da população feirense era rural,
ainda beirando os 100 mil habitantes, ganhava um equipamento ímpar, que teria
significativa e indelével participação no seu processo desenvolvimentista.
Na inauguração da emissora, em 7 de setembro de 1948, os
primeiros locutores foram Gabriel Castilho, promotor público e ex-locutor da
Rádio Sociedade da Bahia, e o feirense Dourival Oliveira.
Sem experiência e apenas conhecendo rádio como ouvintes,
foram surgindo os primeiros profissionais locais, basicamente oriundos dos
alto-falantes, verdadeira escola de comunicação falada para os jovens propensos
a ingressar nessa nova forma de se relacionar com o público de maneira direta e
coletiva.
Nesse cenário rememorativo, vale citar que o primeiro
narrador esportivo da cidade foi Clarival Souza – Dudinha, tendo como discípulo
o irmão Miguel Souza Filho. O artilheiro Quarentinha, que jogava no Ypiranga
local, profissionalizou-se no Fluminense de Feira e foi campeão carioca de 1960
pelo América Futebol Clube. A atuação de ambos no esporte foi em alto-falantes.
Posteriormente, em 1953, Dudinha trabalhou na Rádio Sociedade e transmitiu o
jogo Bahia de Feira 2 x 0 Galícia, na inauguração do estádio Almáchio Alves
Boaventura (hoje Alberto Oliveira).
Ronaldo Lupo, cantor romântico de bela voz aveludada e grande
sucesso nacional, foi o primeiro artista de renome nacional a se apresentar em
Feira de Santana, em show no pequeno auditório do Edifício Capirunga, esquina
da Rua Monsenhor Tertuliano Carneiro com a Praça Froes da Mota. Essa
apresentação ocorreu em 1950, com grande repercussão pelo seu ineditismo.
As radionovelas, precedentes das novelas da televisão, que as
copiaram com a vantagem da imagem, apresentadas por emissoras do Rio, como a
Tupi e a Nacional, eram inteligentemente adaptadas por J. Oliveira e levadas ao
ar por Edson Matos, os irmãos Raimundo e Dourival Oliveira, Maria José Queiroz,
a primeira locutora feirense, e J. Oliveira, dentre outros.
“Jerônimo, o Herói do Sertão”, de enorme audiência no Brasil,
apresentado pelo rádio do Rio de Janeiro, na sua versão radiofônica local
também garantiu boa audiência. O seriado “Em Cada Vida uma História”, com
capítulos diários produzidos e interpretados por J. Oliveira, foi um sucesso.
Espelhado no que se fazia no Rio de Janeiro, nas rádios Tupi,
Nacional, Tamoio, Mayrink Veiga e Continental, ouvidas com clareza nesta
cidade, a radiofonia local crescia, ganhando experiência.
Inteligente e dotado de capacidade analítica apurada, Pedro
Matos, cognominado com justiça o Pai do Rádio Feirense, apresentava o
comentário diário “Uma Página Para Você”, uma espécie de plágio de “Boa Noite
Para Você”, de Carlos Frias, audiência nacional na Rádio Tupi, às 18 horas. Mas
essa similitude não diminuía a importância do que fazia Pedro Matos, com
méritos, focado prioritariamente no cenário local e regional, com grande
parcela voltada para a política.
A falta de recursos técnicos, obviamente enfrentada pelo cast
na dramatização das novelas, era compensada pela dedicação e inteligência da
equipe. Assim, o som correspondente à queda de um corpo ou de um objeto, um
vidro quebrado, a corrida de um cavalo, a água escorrendo, uma porta sendo
aberta, tudo era feito de forma artesanal, com qualidade.
O operador de áudio Júlio Soares, com pouco mais de 14 anos,
dava grande contribuição. Nos transmissores estava dona Milu (Maria Amélia
Gomes). Outra importante participação foi a oferecida com a chegada do baiano
Aristeu Pinto de Queiroz. Cantor, compositor, locutor e violonista, ele
contribuiu com a experiência adquirida no Rio de Janeiro, onde trabalhou e
gravou um disco com músicas suas, na elaboração de textos e comerciais.
Os noticiosos também tiveram início nessa época, mas se limitavam à leitura de jornais da capital pelo locutor do horário. Não havia a participação de repórteres externos, devido às condições técnicas. A partir de 1951, com a venda da Rádio Sociedade à Ordem dos Frades Capuchinhos, foi iniciada uma nova etapa, mas essa foi a base do rádio há quase oito décadas na Princesa do Sertão.
A importância de Feira de Santana no contexto nacional não é
algo recente, ou proveniente de um fenômeno econômico, mas vem de longo tempo, construída
com muita determinação pelo seu povo. Na década de 1970, com a industrialização
tomando forma, ao lado do comércio e da agropecuária, a Princesa movimentava
plenamente 14 agências bancárias. Um pouco antes, Feira chegou a ter um banco
próprio.
Sem jamais perder sua característica nata de expansionismo
desde que surgiu como cidade, ou foi elevada a essa categoria, em 16 de junho
de 1873, Feira de Santana tem registrado marcas importantes e dificilmente
alcançadas por outras urbes do seu porte na região Nordeste, ou até mesmo,
falando de forma mais abrangente, em outras partes do País, consideradas mais
evoluídas. Princesa do Sertão, com justo merecimento e liderança em vasta parte
do estado, Feira de Santana, voltando-se aos anos da década de 1970, já
exprimia essa admirável pujança que pode ser constatada de forma indiscutível,
buscando-se números oficiais da época.
O município contava com cerca de 200 mil habitantes e sua
economia solidificava-se com aproximadamente dois mil estabelecimentos comerciais,
e destes, estimativamente, mais de uma centena grossista. O Centro Industrial
do Subaé (CIS), que demandava ampla área física, em dois distintos polos: na
BR-324 (Rodovia Feira/Salvador), acesso à cidade, e no bairro do Tomba, zona
Sul da Princesa, congregava grande número de unidades, algumas de importância
significativa e que, adicionadas a outras, fora da denominada área industrial,
até mesmo por anteceder ao CIS, somavam 250 empresas ocupando cinco ou mais
operários por unidade. Isto representava uma importância singular na ocupação
de recursos humanos na região, antes originada da agropecuária e do comércio.
Com tamanha movimentação do comércio e da indústria, além do
crescimento do setor de serviços, a área financeira também era compelida à aceleração,
formando-se aqui a maior rede bancária do interior da Bahia e somente superada
pela existente na capital. Feira contava com 14 agências bancárias em
funcionamento e, o mais importante, uma delas de um banco autenticamente
feirense. O sertanejo podia se orgulhar desse privilégio. Outro detalhe
importante é que a maioria dessas casas financeiras concentrava-se na Rua
Conselheiro Franco (Rua Direita), historicamente importante na concepção da
urbe.
Ali bem perto, abençoados pela então Matriz de Senhora
Santana (hoje Catedral Metropolitana), ao lado de importantes estabelecimentos
comerciais, estavam a Escola Normal, atual Centro Universitário de Cultura e
Arte, as filarmônicas Vitória e 25 de Março, o Monte Pio dos Artistas
Feirenses, o Clube de Diretores Lojistas, a Companhia de Energia Elétrica da
Bahia, a Associação Comercial e outras instituições. Todavia, por força do
progresso, a Rua Conselheiro Franco (Rua Direita) tornou-se o coração
financeiro de Feira de Santana e, consequentemente, da região. Funcionavam
nessa via as agências do Banco Mercantil de Minas Gerais, Banco Português do
Brasil, Banco Comércio e Industrial S/A, Banco do Brasil, Banco do Nordeste,
Banco do Estado da Bahia, Banco Econômico e o Banco Auxiliar de São Paulo.
Fora dessa área de importância vital para o segmento
empresarial, estavam outras instituições financeiras: Caixa Econômica Federal,
na Praça Remédios Monteiro; Banco Bamerindus do Brasil, na Praça João Pedreira;
Banco Comércio e Indústria de Minas Gerais, Banco da Bahia, Banco Brasileiro de
Descontos e o Banco Nacional do Espírito Santo, na Praça da Bandeira. Um
detalhe ainda mais importante é que, um pouco antes disso, Feira de Santana
chegou a ter um banco próprio, ou aqui criado, o Banco Baiano da Produção S/A,
fundado pelo empresário e político João Marinho Falcão e administrado pelo
filho Antônio da Costa Falcão.
A agência/sede foi instalada na Rua Conselheiro Franco, no local da antiga sede da empresa Marinho Santos & Cia, e em Salvador, em um belo prédio na Rua Miguel Calmon. Depois de anos de funcionamento, houve a fusão com dois outros congêneres, tornando-se Banco Comercial da Produção S/A, expandindo-se para o Norte e o Nordeste, além de instalar agências no Rio de Janeiro e São Paulo. Esse banco de origem feirense chegou a ser o terceiro mais importante entre os estabelecimentos do gênero na Bahia.
Mudando um pouco o velho conhecido e revelador ditado: quem não deve, não treme!. Por que a esquerda brasileira e seus satélites gritam sem parar, como se estivessem levando peia, contra o reconhecimento pelos Estados Unidos das organizações criminosas brasileiras CV e PCC como grupos terroristas? A defesa que lideranças da esquerda fazem contra a decisão americana leva as pessoas pensarem ainda mais mal destes partidos e políticos. O que temem? O desespero da esquerda esconde e revela dívida robusta.
A justiça americana não tomou a decisão de declarar estas organizações criminosas como terroristas tendo como base a gritaria dos apoiadores brasileiros, como querem os petistas que o povo acredite. Os Estados Unidos, além de Maduro, tem nas suas prisões um sujeito apelidado de El Polo, um ex-general venezuelano que sabe muito sobre a relação da esquerda latina com o narcotráfico. Condenado à prisão perpétua, vai abrir seus arquivos para mudar a pena. Eis o pavor da esquerda tupi.
Questionável seu comportamento, que parece defender crimes e criminosos. E não apenas deles, os políticos, mas de jornalistas e outros formadores de opinião, que defendem abertamente estes grupos ou lobos solitários como fossem organizações sociais sérias. Há quem acredite em intervenção ou incursão militar dos Estados Unidos no Brasil. São idiotizados agindo como se multiplicadores de informação para quem vives nos currais.
Todos sabem que o Brasil é uma republiqueta de bananas, mas não o suficiente para que o Tio Sam aponte e crave suas garras no país. Mesmo com as mais graves mazelas, aqui ainda não é uma Venezuela ou Cuba. Ainda não!
Outros não menos estúpidos choramingam sobre a soberania nacional, que, em sua visão propositalmente distorcida, seria violada, acontecendo alguma ação americana, mesmo que pontual. Estes alienados se esqueceram – ou se recusam a lembrar, que Lula mandou um avião ao Peru raptar a ex-primeira dama, Nedine Heredia, condenada por corrupção. O marido dela, Ollanta Humalaia está preso e condenado a 15 anos, por corrupção.
Para estes amalucados isto não é quebra de soberania. Fizeram isto porque o Peru é um país pequeno. Como já disseram, se o Peru fosse grande, não se atreveriam – sem trocadilhos. Lula foi à Argentina e levantou uma bandeira pedido liberdade para a ex-presidente Cristina Kirchner, condenada a seis anos de prisão e a perda perpétua dos direitos políticos por corrupção. Isto, para eles, não é interferir na soberania alheia. É pimenta no olho dos outros.
Não são poucos os esquerdistas que afirmaram ser o reconhecimento e as medidas duras que serão tomadas pelos EUA prejudiciais à economia brasileira. Como assim, cara pálida? Estes grupos estão tão infiltrados na vida brasileira que o combate a eles atingirá setores da nossa economia? E quais são eles? Claro que as autoridades americanas vão pra cima das instituições financeiras que trabalharam para estas organizações e seus tentáculos. É aí que a cobra vai fumar para quem lavou dinheiro para estes grupos e por onde a grana circula.
Se assim dizem, é porque sabem onde está o dinheiro arrecadado pelo tráfico de drogas e de outras ilicitudes. Ao analisar o desespero de alguns políticos na defesa destes grupos não tem como não relacioná-los ao esquema criminoso. Se temem é porque devem ou sabem quem está envolvido até o pescoço e que a ripa vai engendrar nas costelas deles. Tomara que sim. Gravação de voz de um líder de uma das facções, preso em penitenciária de segurança máxima, é clara. O sujeito afirma que existiam canais de diálogos ‘cabulosos’ com o governo petista, coisas que não existiram durante o mandato de Jair Bolsonaro. Qual o conteúdo destes diálogos?
* João Batista Cruz, jornalista, é um dos fundadores do jornal Tribuna Feirense.
A quantidade de empresas que procuraram os tribunais em busca de recuperação judicial, última tentativa para se manter viva, cresceu sete vezes, entre 2022 e 2025. Passou de 833 – justamente no pós-pandemia, para 5.680, sendo que, neste período, não aconteceu nenhuma hecatombe financeira que explique a bancarrota.
Com números tão, digamos, robustos, como pode a economia se
manter de pé? Um recorde de todos os tempos. Lástima nunca vista na história do
país. Como explicar se a economia está aquecida, como diz o governo?
A resposta não está no vento, mas não é difícil observá-la:
como o governo gasta mais do que arrecada, deixa os juros lá nas nuvens, numa
tentativa para controlar a inflação. A conta quem pega são os pequenos
empreendedores, que tomam empréstimo a 26% ao ano.
São números que derrubam toda e qualquer narrativa governista
de que as coisas andam bem na economia – a não ser na bolha em que vive. Não é
preciso ser economista para perceber que a situação é mais do que preocupante.
Quem bate às portas dos tribunais com este pedido nas mãos
respira por aparelhos. É a última instância para manter a empresa viva. Se o
pedido for aceito por um juiz, o empresário terá três anos para pagar os
débitos aos credores, que passam a enfrentar problemas de caixa.
Gera-se, com isso, o efeito cascata de dificuldades para
sobreviver. Uma lástima que os economistas sérios não devem ignorar. Não podem
deixar que a ideologia queime suas retinas para a situação.
A estatística da economia real do país, não a desejada e
propagandeada pela esquerda, derrubam as narrativas da militância da imprensa e
dos economistas e comentaristas ideologizados. Mostram o contrário do que o
governo petista diz: a economia não está nada boa. De ruim pra pior, como
mostram os indicadores.
A inflação está descontrolada e o desemprego está em alta, ao
contrário do que o IBGE quer que acreditemos, e o PIB, capenga. Os preços cada
vez mais altos nos supermercados, que nem mesmo a reduflação consegue
escamotear e a quantidade de famílias sobrevivendo com repasses dos programas
federais, derrubam a narrativa governista e mostra a crueza da situação que
coloca a nação rumo ao abismo.
Reduflação é quando o fabricante diminui a quantidade ou o
peso de um produto, com o objetivo de reduzir o preço, mas que, na verdade,
tudo continua como antes. Seria um disfarce para a inflação.
Os economistas da esquerda devem saber que recuperação
judicial é outra palavra para desemprego. Na cadeia de cortes de gastos para
equilibrar as contas, os funcionários ocupam a primeira posição.
Eles são os primeiros a serem eliminados, por custarem muito
para as empresas, mesmo sabendo ser imprescindível a mão de obra para a
retomada. Nem os grandes estão livres desta readequação. Recentemente, o Grupo
Matheus, maior atacadista de alimentos do Nordeste, demitiu 6,6 mil
funcionários.
O efeito multiplicador, com efeitos sobre outras cadeias
produtivas, pode tornar esta situação de desemprego ainda maior. Desesperadora.
Com tantas empresas nesta situação não dá para acreditar que o emprego está
bombando e a situação é “céu de brigadeiro”. A não ser que seja petista,
esquerdista.
*Batista Cruz é jornalista.
Atuou, por muitos anos, no Jornal Tribuna Feirense, tendo feito parte da equipe
que fundou o periódico.