O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, foi condenado pela Justiça da Bahia, nesta quinta-feira (9), a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A decisão é resultado das investigações da Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023 para desarticular uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e municípios da região.
Além do parlamentar, também foram condenados Mayana Cerqueira da Silva, Thierre Figueredo Silva, Jackson Macedo Araújo Júnior e Roque de Jesus Carvalho, após denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
De acordo com a sentença da Vara Criminal e Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana, Binho Galinha mantinha um expressivo arsenal distribuído em imóveis urbanos e rurais, em desacordo com a legislação que regula o controle de armas de fogo.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram localizadas armas de uso permitido e restrito, munições, armamentos com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais não autorizados. A Justiça também reconheceu, com base nas provas reunidas pelo Gaeco, que o deputado permitiu ou facilitou o acesso de um adolescente a arma de fogo.
Segundo a decisão, as investigações apontaram a existência de armas e munições em diversos endereços vinculados ao parlamentar. Parte do material apresentava sinais identificadores adulterados ou havia sido mantida em locais diferentes daqueles informados aos órgãos de fiscalização.
A esposa do deputado, Mayana Cerqueira da Silva, foi condenada a três anos e seis meses de reclusão, em regime inicial aberto, por manter e portar irregularmente uma pistola de uso restrito.
Também foram condenados Thierre Figueredo Silva, que recebeu pena de sete anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto; o policial militar Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como "Macaco", condenado a seis anos e nove meses de reclusão; e Roque de Jesus Carvalho, sentenciado a quatro anos e quatro meses de prisão. Os dois últimos poderão recorrer em liberdade.
A condenação decorre das investigações da Operação El Patrón, conduzida pelo Ministério Público da Bahia, que apura a atuação de uma organização criminosa na região de Feira de Santana.
FONTE: Ministério Público da Bahia (MP-BA).