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Política

Hemorragia não afetou função cerebral e presidente deve ter alta em breve, diz médico de Lula

10 de Dezembro de 2024 | 10h 56
Hemorragia não afetou função cerebral e presidente deve ter alta em breve, diz médico de Lula
Médico Roberto Kalil atualiza estado de saúde de Lula (Foto: Reprodução/Youtube)

A hemorragia intracraniana diagnostica no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma crise forte de dor de cabeça, não comprometeu qualquer função cerebral, de acordo com a equipe médica que cuida do caso, sob a liderança de Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio.

Lula foi internado, às pressas, nesta segunda-feira (9) e submetido a uma craniotomia, cirurgia para drenagem do hematoma decorrente da queda que ele sofreu, em casa, no dia 19 de outubro.

Por precaução, o presidente permanecerá internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por 48 horas. O quadro dele é estável.

Segundo o corpo médico da instituição, Lula está acordado, lúcido e em companhia da primeira-dama, Janja da Silva. A expectativa é de que ele tenha alta em breve e retome as atividades laborais já na semana que vem.

A OPERAÇÃO – O procedimento cirúrgico pelo qual o presidente passou inclui uma pequena perfuração no crânio, entre duas lâminas da meninge, seguida da colocação de um dreno, para escoamento do sangue represado no local.

O médico Roberto Kalil explicou que os orifícios feitos no crânio de Lula são pequenos e que o procedimento, que é padrão, terá cicatrização espontânea, sem necessidade de qualquer intervenção futura.

Kalil informou, ainda, que o paciente reagiu bem à trepanação, como o procedimento é tecnicamente chamado, e que está se alimentando e se comunicando bem.

Além disso, o médico observou que não restará sequelas. “O presidente não terá sequela e não há risco de complicações, porque o hematoma estava localizado entre o osso cranial e o cérebro. Ele não tem machucado no cérebro. Esse procedimento é para evitar que o hematoma comprima o cérebro”, explicou.

Roberto Kalil ressaltou, também, que o hematoma, que estava localizado entre duas folhas da meninge, foi totalmente drenado. “O mais importante é que ele não teve trauma no cérebro”, disse, durante entrevista coletiva, no Hospital Sírio-Libanês, da qual também participaram os médicos Ana Helena Germoglio, Rogério Tuma, Marcos Stavale e Mauro Suzuki.

A equipe médica esclareceu, ainda, que o chefe do Executivo Nacional apresentou, durante a última madrugada, um mal-estar similar a um quadro gripal, seguido de dor de cabeça.

Por causa da queda ocorrida em outubro, a junta médica da unidade do Sírio Libanês em Brasília, onde, inicialmente, o presidente foi atendido, teve como primeira preocupação realizar todos os exames de imagens da cabeça, a exemplo de tomografia e ressonância magnética. Em função disso, o problema foi rapidamente detectado.

Segundo a equipe médica responsável, após o diagnóstico, o presidente foi, então, encaminhado para a unidade do mesmo hospital em São Paulo, onde se encontra internado. Lula esteve lúcido durante todo o voo e saiu da cirurgia “praticamente acordado”, de acordo com o médico Roberto Kalil.



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