Em coletiva de imprensa concedida na manhã desta segunda-feira
(7), o segundo colocado nas Eleições Municipais para Prefeito de Feira de
Santana avaliou o resultado do pleito. José de Cerqueira Neto, candidato ao
posto pelo Partido dos Trabalhadores (PT), considerou a votação apertada e afirmou
que “quem ganhou a eleição foi a máquina da prefeitura”.
O petista perdeu a corrida eleitoral para José Ronaldo de
Carvalho, do União Brasil, que obteve 165.970 votos (50,32%), pela quinta vez. Neste
pleito, Zé Neto recebeu 154.146 votos, totalizando 46,73%.
Traçando um comparativo com os pleitos anteriores, Neto
pondera que houve mudanças e avanços, apesar das muitas fakes news que ele disse ter sido alvo. O deputado federal também
entende que venceu no debate político. “Enfrentamos uma eleição difícil, mas
foi o melhor momento de enfrentamento que fizemos na política de nossa cidade.
Ampliamos nossa presença, não entramos na agressividade, fizemos uma política
com o pé no chão e ganhamos no debate político”, analisou.
Para o petista, o adversário, mesmo tendo vencido nas urnas, “encolheu”,
em termos políticos. “A gente fez política com política, com propostas. Já eles
reduziram o tamanho. Antes, ele ganhava com 70%. Hoje, por causa de mil votos,
não teve segundo turno. Então, estamos em um momento diferente da política de
Feira. A máquina da prefeitura que venceu as eleições, nos últimos dois dias.
Ele disse o tempo todo que não tinha nada com a prefeitura, que nunca sentou
com a prefeitura para falar nada. Na hora que tem festa na Rua Nova, é dele. Quando
tem posto fechado, não é dele”, afirmou.
Na opinião de Zé Neto, uma das coisas que favoreceu Zé
Ronaldo foi o que chamou de baixa autoestima da cidade. “O esquecimento da
cidade e a pobreza favorecem o tipo de política que meu adversário sempre fez,
com mentira, tentativa de trazer situações totalmente fora da realidade, como,
por exemplo, dizer que eu fui o único candidato a não assinar a CPI da
ViaBahia. Isso é mentira”, frisou.
Ele salientou que sentou com o atual prefeito, Colbert
Martins Filho, e com representes da ViaBahia, a fim de tentar encontrar uma
solução negociável. “Todos sabem que existem mais de dez ações e nada andava. E
o que resolveu a situação foi o diálogo com o Tribunal de Contas da União (TCU).
No final, chegou-se a uma solução, com a saída da Viabahia. Ano que vem, terá
uma nova licitação”, explicou.
Com relação às fakes
news das quais se diz vítima, Zé Neto citou a acusação da falta de emendas
dele para Feira de Santana, enquanto deputado federal. O parlamentar enfatizou que
não colocou mais emendas para a cidade, porque o grupo político que governa a
cidade devolveu e não executou a obra. “Sou o deputado que mais trouxe emenda,
na história da cidade. Como eles dizem que só coloquei 1%? É jogo da mentira,
do engano. Disseram que ele falou que sou covarde, mas não vou dizer o que
penso dele, nesse aspecto. Eu não sou covarde, não contei uma mentira. Minha
luta pessoal com ele não existe, minha luta é política. Quando eu falei que ele
tem 16 processos, ele tem 16 processos. Não inventei nada. Muitas coisas contra
mim foram inventadas, tanto que a gente venceu e ocupamos o programa dele nos
últimos dias de campanha”, disparou.
Zé Neto declarou, ainda, que as urnas escrevem qual o caminho.
E que ele aproveitou a campanha para corrigir algumas fragilidades. “A gente
melhorou nossa performance. Os evangélicos tinham uma onda contra a gente. Fizemos
uma reflexão e entendemos que tínhamos que dialogar mais com esse público.
Nosso vice foi um evangélico. Tínhamos problemas com o setor empresarial, o
diálogo melhorou. Então, fomos corrigindo as coisas”, ponderou.
Durante a coletiva, o petista desejou uma boa gestão ao
prefeito eleito e cobrou que o mesmo cumpra o que prometeu ao povo durante a
campanha. Neto também agradeceu à cidade pelos votos, nesta eleição, que ele
define como extremamente disputada. “A gente vai viver mais uma cidade por
quatro anos e espero que ele modernize as relações, que a cidade tenha uma
transformação. Vou continuar fazendo minha oposição e trabalhando para fazer o
melhor. Vou trabalhar, com muito vigor, para trazer mais recursos”, prometeu.
Liderança da Oposição – O parlamentar ratificou, ainda, o seu papel como liderança
da oposição, em Feira de Santana. E avaliou que o fato de Jhonatas Monteiro (PSOL)
não ter sido reeleito vereador, mesmo sendo o candidato mais votado dessa
corrida eleitoral, foi um problema da própria conjuntura política. “Vamos
analisar como vai ficar a composição da Câmara. A perda de Jhonatas é uma pena.
Um vereador muito qualificado e que tem um trabalho especial, na cidade. A
derrota nem foi dele. Isso é a conjuntura da política. Ele foi o vereador mais
votado”, destacou.
*Com informações do Acorda Cidade.