A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira
(15), uma operação contra manifestantes que apoiam o presidente Jair Bolsonaro
(PL). Segundo a corporação, os alvos estão envolvidos em atos antidemocráticos,
como bloqueios de rodovias e protestos em quartéis. Empresários que promoveram
ou financiaram os protestos também estão sob a mira da investigação da PF.
Segundo apuração da agência de notícias CNN Brasil, no total,
estão sendo cumpridos 104 mandados de busca e apreensão, em sete estados
brasileiros e no Distrito Federal (DF). Dois delegados da Polícia Federal
capitaneiam as ações. Um deles cumpre 81 mandados em seis estados e no DF. O outro
está responsável pelo cumprimento de 23 mandados no Espírito Santo.
A PF informou que a maior parte das determinações judiciais de
busca e apreensão está em cumprimento no Espírito Santo (23), Mato Grosso (20),
Mato Grosso do Sul (17), Paraná (16) e Santa Catarina (15). Até o momento, pedidos
de prisão preventiva só foram executados no Espírito Santo, sendo quatro, no
total.
Conforme a CNN, os policiais encontraram 11 armas, em uma das
ações realizadas em Santa Catarina. Dentre elas, submetralhadora, fuzil e
rifles com lunetas. Por meio de nota, a PF informou que “as medidas estão sendo
cumpridas nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal, em face de pessoas físicas e
jurídicas identificadas pelas forças federais e locais de Segurança Pública”.
Mandados de prisão, de quebra de sigilo bancário e de
bloqueio de contas de dezenas de empresários também foram expedidos. Trata-se
da maior operação já realizada, pela Polícia Federal, contra financiadores de
atos antidemocráticos. As ações ocorrem no âmbito do inquérito que tem como
relator o ministro Alexandre de Moraes,
do Supremo Tribunal Federal (STF).