O empresário bolsonarista Milton Baldin foi preso, na noite
desta terça-feira (6), em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília,
por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O
suspeito teria convocado atiradores registrados para agirem contra o presidente
eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O cumprimento do mandado ficou a cargo da Polícia Federal (PF).
De acordo com o jornal Estado de Minas, a corporação usou uma viatura
descaracterizada, o que levou os bolsonaristas a acreditarem que Milton Baldin
estava sendo sequestrado. O acusado foi conduzido para a realização de exames
de corpo de delito e, posteriormente, encaminhado ao presídio.
Natural do município de Juruena, no interior do estado de Mato
Grosso, o empresário saiu às ruas de Brasília, em um carro de som, convocando
os chamados CACs – pessoas físicas que possuem Concessão de Certificado de Registro
para a realização de atividades de Colecionamento de armas de fogo, Tiro
Desportivo e Caça –, com o propósito de impedir a diplomação de Lula. "Pedir
aos CACs, atiradores que têm armas legais... Somos 900 mil atiradores no Brasil,
hoje. Venham aqui mostrar presença! (...) Se nós perdermos essa batalha, o que
você acha que vai acontecer dia 19? Vão entregar as armas. E o que eles vão
falar? 'Perdeu, mané'", afirmou, na ocasião, para um grupo de manifestantes.
A diplomação do presidente eleito e de seu vice, Geraldo
Alckmin (PSB), está marcada para o próximo dia 12, na sede do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), na capital federal. O ato solene atesta a vitória dos candidatos
no processo eleitoral, indicando eu estão aptos a assumirem os cargos para os
quais foram eleitos.