Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou ao Banco
Central (BC) o bloqueio das contas bancárias de 43 empresários e empresas
suspeitos de financiarem atos antidemocráticos, na última semana. Na decisão, o
magistrado também solicitou à Polícia Federal (PF) a tomada de depoimento dos
acusados, em um prazo de dez dias.
Conforme o Extra, Moraes enfatiza que a manifestação
realizada em Brasília, na porta do Quartel-General do Exército, para pedir intervenção
militar, é "ilícita", podendo configurar crime contra o Estado
Democrático de Direito.
Para o ministro, houve "abuso reiterado do direito de
reunião, direcionado, ilícita e criminosamente, para propagar o descumprimento
e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral para presidente e
vice-presidente da República, cujo resultado foi proclamado pelo Tribunal
Superior Eleitoral em 30/10/2022".
O magistrado também ressaltou que "o deslocamento
inautêntico e coordenado de caminhões para Brasília/DF, para ilícita reunião
nos arredores do Quartel General do Exército, com fins de rompimento da ordem
constitucional – inclusive com pedidos de 'intervenção federal', mediante
interpretação absurda do art. 142 da Constituição Federal –, pode configurar o
crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do
Código Penal".
Alexandre de Moraes aponta, ainda, que a Polícia Rodoviária
Federal (PRF) que "empresários estariam financiando os atos
antidemocráticos sob análise, com fornecimento de estrutura completa
(refeições, banheiros, barracas, etc.) para a manutenção do abuso do direito de
reunião, além do fornecimento de diversos caminhões para o reforço da
manifestação criminosa".
Na semana passada, o jornal o Globo reportou que os
manifestantes contavam com estrutura de carros de som, banheiros químicos,
tendas e fornecimento gratuito de alimentos, a exemplo de cortes de picanha e
pão com linguiça.