O relator geral do Orçamento Federal, senador Marcelo Castro (MDB-PI), considera o Bolsa Família de R$ 600 pacificado e que há tempo para sua aprovação até 17 de dezembro. "Vamos ter que atender agora, neste Orçamento", sentencia. Porém, o prazo só é viável "se não houver marola, se todo mundo marchar na mesma direção".
Somento o aumento do piso do benefíco de R$ 405 para R$ 600 deve custar cerca de R$ 70 bilhões, recurso que não existe no orçamento entregue pelo Executivo em agosto sem estourar a regra do teto de gastos. Além de conversar com a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o senador do Piauí conversa em busca de uma solução com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); do senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e da Comissão Mista de Orçamento, Celso Sabino (União Brasil).
Castro pondera não ser possível, devido ao momento atual do país, reduzir o auxílio em cerca de R$ 200. "Só temos um caminho. Isso foi um consenso, todos concordaram", disse. "Há uma boa vontade de todos de aprovar", completou. Para o relator, as mudanças devem ocorrer apenas no que for "imprescindível" e "inadiável".
FONTE: Bahia.ba