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Atuação inédita da Vigilância Sanitária Municipal resulta em interdição de vários estabelecimentos que vendem alimentos, em Feira

Valdomiro Silva - 27 de Janeiro de 2026 | 16h 31
Atuação inédita da Vigilância Sanitária Municipal resulta em interdição de vários estabelecimentos que vendem alimentos, em Feira

Um movimento promissor está ocorrendo em Feira de Santana, no âmbito da Vigilância Sanitária Municipal. Desde o ano passado, vários estabelecimentos foram interditados pelo departamento competente, algo muito pouco visto, anteriormente à gestão da chefe do órgão, Thays Marques, e do secretário de Saúde Rodrigo Matos. Aparentemente, ambos estão juntos nesta ação mais firme diante do risco a que está exposta a população devido ao funcionamento irregular de alguns vendedores de alimentos.

Nesta terça-feira, a Vigilância Sanitária interditou, após denúncias, uma empresa que possuía autorização para funcionar administrativamente, mas utilizava o local para estoque, manipulação e preparo de alimentos, atividades que "exigem licenciamento específico e cumprimento rigoroso das normas sanitárias". Infração classificada como "gravíssima", motivou também a cassação do alvará de funcionamento.

Duas interdições aconteceram no espaço de 24 horas, pois ontem foi a vez de uma cozinha industrial suspender o funcionamento por penalidade aplicada pela Vigilância Sanitária Municipal. Localizado no bairro São Joao, constatou-se no estabelecimento "graves irregularidades sanitárias que colocavam em risco a saúde da população".

No final do ano passado, dia 29 de dezembro, o órgão interditou um empreendimento no centro da cidade. De acordo com a apuração, "funcionava de forma irregular há mais de sete anos, em desacordo com normas sanitárias e administrativas". Ou seja, por muito tempo, a Vigilância Sanitária fez vistas grossas ao delito, agora alcançado pela rigorosa nova gestão.

Ainda em dezembro de 2025, foi interditada, mais uma vez por meio de denúncia anônima, uma pastelaria no bairro Caseb, onde os técnicos teriam constatado "condições insalubres extremas, com equipamentos de cozinha enferrujados, acúmulo de sujeira no chão, além de infiltrações nas paredes, comprometendo a higiene e a segurança sanitária do ambiente".

A interdição mais comentada de todas as que ocorreram nos últimos meses foi a do bar e restaurante Limão Drink’s, em 20 de outubro do ano passado. O local, que atende a um público fiel há 40 anos, na Avenida Getúlio Vargas, já voltou a funcionar, mas as condições em que se encontrava eram bem ruins. O Ministério Público já havia recomendado a suspensão das atividades. A Vigilância Sanitária Municipal ofereceu prazos e oportunidades para que o proprietário solucionasse os problemas, mas ele pagou pra ver. A água do local era de poço, imaginem.

O prefeito José Ronaldo deve estar atento para a importância do trabalho da Vigilância Sanitária e oferecer, ao órgão, melhores condições para que possa ampliar a sua atuação. O secretário de Saúde, do mesmo modo, estimular e apoiar as equipes. Certamente a população está agradecida pelo bom momento da fiscalização em uma área crucial para a saúde pública.

Os feirenses, por sua vez, precisam colaborar denunciando qualquer suspeita de irregularidade que observem. Em uma grande cidade como Feira de Santana, o que não falta é comerciante de alimento tentando lucrar mesmo que, para tal, coloque a sua clientela em risco. Eles preferem economizar em investimento que garanta legalidade e proteção para os consumidores. Por ora, uma salva de palmas à Vigilância Sanitária Municipal.



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