Um movimento promissor está ocorrendo em Feira de Santana, no
âmbito da Vigilância Sanitária Municipal. Desde o ano passado, vários estabelecimentos
foram interditados pelo departamento competente, algo muito pouco visto, anteriormente
à gestão da chefe do órgão, Thays Marques, e do secretário de Saúde Rodrigo
Matos. Aparentemente, ambos estão juntos nesta ação mais firme diante do risco
a que está exposta a população devido ao funcionamento irregular de alguns
vendedores de alimentos.
Nesta terça-feira, a Vigilância Sanitária interditou, após
denúncias, uma empresa que possuía autorização para funcionar
administrativamente, mas utilizava o local para estoque, manipulação e preparo
de alimentos, atividades que "exigem licenciamento específico e
cumprimento rigoroso das normas sanitárias". Infração classificada como
"gravíssima", motivou também a cassação do alvará de funcionamento.
Duas interdições aconteceram no espaço de 24 horas, pois
ontem foi a vez de uma cozinha industrial suspender o funcionamento por
penalidade aplicada pela Vigilância Sanitária Municipal. Localizado no bairro
São Joao, constatou-se no estabelecimento "graves irregularidades
sanitárias que colocavam em risco a saúde da população".
No final do ano passado, dia 29 de dezembro, o órgão
interditou um empreendimento no centro da cidade. De acordo com a apuração,
"funcionava de forma irregular há mais de sete anos, em desacordo com
normas sanitárias e administrativas". Ou seja, por muito tempo, a
Vigilância Sanitária fez vistas grossas ao delito, agora alcançado pela
rigorosa nova gestão.
Ainda em dezembro de 2025, foi interditada, mais uma vez por
meio de denúncia anônima, uma pastelaria no bairro Caseb, onde os técnicos
teriam constatado "condições insalubres extremas, com equipamentos de
cozinha enferrujados, acúmulo de sujeira no chão, além de infiltrações nas
paredes, comprometendo a higiene e a segurança sanitária do ambiente".
A interdição mais comentada de todas as que ocorreram nos
últimos meses foi a do bar e restaurante Limão Drink’s, em 20 de outubro do ano
passado. O local, que atende a um público fiel há 40 anos, na Avenida Getúlio
Vargas, já voltou a funcionar, mas as condições em que se encontrava eram bem
ruins. O Ministério Público já havia recomendado a suspensão das atividades. A
Vigilância Sanitária Municipal ofereceu prazos e oportunidades para que o
proprietário solucionasse os problemas, mas ele pagou pra ver. A água do local
era de poço, imaginem.
O prefeito José Ronaldo deve estar atento para a importância
do trabalho da Vigilância Sanitária e oferecer, ao órgão, melhores condições
para que possa ampliar a sua atuação. O secretário de Saúde, do mesmo modo,
estimular e apoiar as equipes. Certamente a população está agradecida pelo bom
momento da fiscalização em uma área crucial para a saúde pública.
Os feirenses, por sua vez, precisam colaborar denunciando qualquer suspeita de irregularidade que observem. Em uma grande cidade como Feira de Santana, o que não falta é comerciante de alimento tentando lucrar mesmo que, para tal, coloque a sua clientela em risco. Eles preferem economizar em investimento que garanta legalidade e proteção para os consumidores. Por ora, uma salva de palmas à Vigilância Sanitária Municipal.