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  • Feira de Santana, ter�a, 16 de junho de 2026

Economia

Recorde de abate no Frifeira acompanha retomada da arroba para R$ 340

16 de Junho de 2026 | 18h 01

Após quatro semanas estacionada em R$ 330, a arroba do boi gordo voltou a subir, na região de Feira de Santana

Recorde de abate no Frifeira acompanha retomada da arroba para R$ 340
Foto: Divulgação/Cooperfeira

O mercado do boi gordo voltou a dar sinais de reação, na região de Feira de Santana. Após quatro semanas de estabilidade em R$ 330, a arroba voltou a ser negociada a R$ 340, segundo o levantamento divulgado, nesta terça-feira (16), pela Cooperativa de Pecuaristas de Feira de Santana (Cooperfeira).

O reajuste ocorre em um momento de forte movimentação no Frifeira. Em maio, foi registrado o maior volume de abates dos últimos 18 meses. De acordo com o frigorífico ligado à Cooperfeira, no referido mês, 8.018 animais passaram pelo estabelecimento. O volume representa um novo recorde para o período recente.

Em junho, o ritmo segue acelerado, com média superior a 500 bois abatidos por dia e registros de até 570 animais em um único dia da semana passada. Os números chamam a atenção porque a recuperação do preço ocorreu, justamente, em um cenário de elevada atividade industrial.

Tradicionalmente, volumes expressivos de oferta tendem a pressionar as cotações. Desta vez, porém, o mercado reagiu em sentido contrário. A Cooperfeira avalia que a semana anterior registrou maior disponibilidade de animais para comercialização, situação que contribuiu para manter os preços estáveis.

Nos últimos dias, entretanto, houve redução da oferta, movimento que coincidiu com a intensificação da demanda típica do período junino e favoreceu a recuperação da arroba. O comportamento observado em Feira de Santana acompanha uma tendência de maior firmeza registrada nos principais mercados pecuários do país, após os ajustes ocorridos em maio.

As exportações de carne bovina seguem em bom ritmo e continuam entre os fatores que dão sustentação ao setor. A trajetória da arroba, ao longo de 2026, mostra um mercado ainda valorizado. O preço iniciou o ano em R$ 320, subiu para R$ 340 em fevereiro e atingiu R$ 345 em março e abril. Em maio, recuou para R$ 330, valor mantido por quatro semanas consecutivas, antes da recuperação registrada agora.

A expectativa para os próximos dias é de continuidade de um mercado firme, com atenção especial ao comportamento da oferta de animais e à demanda aquecida do período junino. Os valores divulgados pela Cooperfeira são baseados em informações repassadas por compradores que realizam abate no Frifeira e servem como referência para o mercado regional, podendo oscilar conforme a movimentação diária.



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