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Lula diz que combate ao crime deve respeitar a soberania dos Estados e pede cooperação internacional, durante reunião do G7

16 de Junho de 2026 | 16h 30
Lula diz que combate ao crime deve respeitar a soberania dos Estados e pede cooperação internacional, durante reunião do G7
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante reunião do Grupo dos Sete (G7), fórum informal que reúne as sete maiores economias industrializadas do mundo, a fim de discutir questões econômicas, políticas e de segurança global, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu que o enfrentamento ao narcotráfico precisa ser feito de forma abrangente, o que inclui o combate a crimes associados, como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

Em seu discurso, realizando nesta terça-feira (16), na cidade francesa de Évian, onde o evento acontece, Lula também argumentou que tal esforço precisa ser feito sem perder de vista a premissa que versa pelo respeito à soberania dos Estados.

No entendimento do chefe de Estado brasileiro, o combate aos crimes transnacionais precisa ser tratado de forma associada a uma agenda de desenvolvimento. “O crime organizado aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados”, disse.

Ao defender o diálogo e a cooperação, por meio da Interpol, para localizar ativos e indivíduos vinculados a tais práticas criminosas, o governante também salientou que “o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos, como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas”.

A fala de Lula reitera as preocupações com a soberania nacional, após os Estados Unidos terem classificado o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como narcoterroristas. Isto porque a decisão do governo estadunidense possibilitaria, segundo a legislação daquele país, uma eventual interferência sobre o Brasil.

Minerais críticos e IA – O presidente brasileiro também voltou a defender que países detentores de minerais críticos se beneficiem economicamente de processos associados, que vão além da simples extração desse tipo de material. “Devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais”, disse, afirmou, ao alertar que a revolução digital e a Inteligência Artificial (IA) não podem ampliar desigualdades.

Outro desafio citado pelo governante é estabelecer parcerias que viabilizem o desenvolvimento e o acesso a tecnologias de ponta, como a IA, a um número maior de países. “As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores”, argumentou.



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