Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, quinta, 04 de junho de 2026

Política

Para diminuir impactos comerciais, Brasil vai em busca de novos parceiros, afirma Lula

03 de Junho de 2026 | 16h 35
Para diminuir impactos comerciais, Brasil vai em busca de novos parceiros, afirma Lula
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios, com o intuito de minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (3), durante reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

O encontro ocorreu em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros. “Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disparou Lula.

O presidente ressaltou, ainda, que o Brasil não se curvará às grandes potências. “Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, cobrou.

Na última segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do órgão resulta de uma investigação iniciada há um ano, no governo de Donald Trump (Republicano), contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com o país norte-americano.

Para justificar a medida, a USTR acusou o Pix de prejudicar, "injustamente”, as empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, a exemplo da MasterCard e da Visa, além do Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7, evento a ser realizado, ainda este mês, na França. Inicialmente. A ida do presidente brasileiro ao país europeu não estava prevista.

O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente Emmanuel Macron (Renascimento). “Eu nem ia no G7. Agora, eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando, hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, Destacou Lula, reafirmando a defesa do fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do Conselho de Segurança do organismo internacional.

Negociação – De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça, diretamente, 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os Estados Unidos poderão passar a adotar o que chamam de “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata, uma vez que havia uma negociação em curso entre os países. O chefe de Estado brasileiro lembrou, ainda, que, no último mês de maio, pactuou, com o presidente dos Estados Unidos, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Ambos se reuniram na Casa Branca, em Washington. Na ocasião, Lula entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo o governante brasileiro, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões. “Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa, ontem, com a decisão deles”, disse o presidente.

 

 

 

 



 

 

*com informações da Agência Brasil.



Política LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje