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Valdomiro Silva

Ausência do Estado e Prefeitura em debates públicos: Ronaldo diz que estará atento

VALDOMIRO SILVA - 20 de Abril de 2026 | 15h 14
Ausência do Estado e Prefeitura em debates públicos: Ronaldo diz que estará atento
Audiência Pública, na Assembleia Legislativa, sobre reivindicações da APLB à Prefeitura de Feira, em 2025; foto - Paulo Mocofaya/Alba

Recentemente, escrevi neste espaço sobre a ausência de representantes governamentais, tanto do Estado quanto da Prefeitura de Feira, em alguns debates promovidos na Câmara Municipal, Assembleia Legislativa ou em outros espaços públicos, sendo a iniciativa de políticos ou ativistas vinculados a uma das partes. Ressalvadas as exceções, são vários os eventos nos quais, sendo iniciativa de vereador ou deputado relacionado ao Governo Estadual, a Prefeitura não participa. E vice-versa.  É fato que acontece sempre. Chamei a atenção do prefeito Zé Ronaldo e do governador Jerônimo Rodrigues, porque é imenso o prejuízo para o bom aproveitamento desses eventos.

Mencionei alguns exemplos, de inúmeros que poderiam ser citados, nos últimos anos. O mais recente foi uma audiência pública realizada pela Câmara através de requerimento do vereador Lulinha. Ronaldista de quatro costados, não tenho lembrança de algo que ele tenha proposto, para discussão, que conte com a presença de alguém do Estado. Foi assim neste encontro da semana passada, sobre o Sistema de Regulação na rede de saúde. 

Lembrei de casos em que foi a Prefeitura que não se fez representar, como em outra audiência pública, desta feita na Assembleia, dia 14 de outubro do ano passado. A autoria do requerimento foi do deputado estadual petista Robinson Almeida. O objetivo foi discutir o  "descumprimento da Lei Federal  11.738/2008, que garante aos professores um terço da jornada de trabalho para atividades extraclasse, como planejamento de aulas e formação continuada". Um diálogo sobre a Micareta feirense, em 5 de abril de 2024, também não contou com preposto do Governo Municipal.

Atento, o prefeito Zé Ronaldo me telefonou, ao ler nosso apelo, a ele e ao governador, para que orientem os seus secretários e dirigentes de órgãos municipais ou estaduais a marcar presença nestes eventos públicos, quem quer que esteja à frente. É dever, que se cumpre junto à sociedade, não importa qual o político responsável por propor o debate.

O chefe do Executivo local garantiu não existir instrução dele, neste sentido, e que estará "ligado". Está correto e espera-se a mesma disposição da parte do governador. Lembrou que o drama dos feirenses com a Regulação é algo muito grave, com uma média entre 10 e 15 novos pacientes diariamente - portanto, deveria, o Estado, estar presente na audiência pública da Câmara, reforçou. 

Sobre a questão levantada pelo deputado Robinson, na Assembleia, Ronaldo argumenta que era algo que já havia sido decidido pela Justiça. Não mais haveria algo a ser esclarecido pelo Município, ele diz, justificando a ausência da Prefeitura no encontro. Data vênia, caro amigo, mesmo assim, o certo teria sido que o secretário de Educação, um ex-deputado, ou alguém por ele designado, houvesse comparecido para dar essas informações e tratar do que mais fosse discutido. No diálogo sobre a Micareta, idem.



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