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Valdomiro Silva

Zé Chico incomoda, mas Pablo só não será candidato se 'cavalo selado' passar diante dele em abril

Valdomiro Silva - 04 de Março de 2026 | 17h 57
Zé Chico incomoda, mas Pablo só não será candidato se 'cavalo selado' passar diante dele em abril
Fotos: Divulgação

O vice-prefeito de Feira de Santana, ex-deputado estadual Pablo Roberto, é candidatíssimo a deputado federal nas eleições de outubro. Talvez exista apenas uma alternativa para sua desistência: a renúncia do prefeito José Ronaldo para formar a chapa majoritária da oposição ao Governo do Estado, na condição de vice do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Nessa hipótese, afinal, o também secretário de Educação assumiria a gestão municipal, sendo esta uma razão mais que suficiente para que ele abandonasse o projeto de alcançar o Congresso Nacional. Seria, como se diz popularmente, um "cavalo selado" passando à sua porta.

Afora essa possibilidade, é muito difícil demovê-lo do projeto. E não se deve imaginar que ele pode fazer como no pleito passado, quando deixou de disputar o cargo de prefeito para aliar-se a Ronaldo e eleger-se seu vice. Ali, a conjuntura era bem diferente, a começar por suas chances de vitória, remotas.

Dez em cada uma dezena de fontes, nos meios políticos em Feira de Santana, acreditam que deve ter sido feito um acordo para que o então deputado estadual Pablo Roberto deixasse de disputar o Paço Maria Quitéria e fosse compor com Ronaldo, no sentido do apoio deste à sua candidatura a deputado federal em 2026. Especula-se que, neste entendimento, outro aspirante à Câmara Federal, o empresário Zé Chico, não seria um concorrente, desta vez.  

Este suposto segundo acerto não se mostra efetivo. O ex-presidente do Fluminense,  duas vezes suplente de deputado federal, já colocou o bloco na rua e parece determinado a lutar muito por sua eleição. Um passo importante rumo ao objetivo foi a nomeação dele para presidente do União Brasil no município. O partido abriga José Ronaldo, maior liderança regional da legenda, algo que alimentou a boataria de que o prefeito teria sido mentor da indicação do amigo.

Nos bastidores, comenta-se da insatisfação de Pablo com o lançamento de um segundo nome do grupo para deputado federal. "Não seria a primeira vez de duas candidaturas no mesmo campo político", ele desconversa.  Vai ter que se acostumar com a ideia de disputa interna por uma cadeira no Congresso, pois Zé Chico parece tão irredutível quanto ele, no propósito de concorrer pela terceira eleição seguida. Migrar para a refrega visando a Assembleia Legislativa, absolutamente, não faz parte de seus planos.

Zé Chico não é o único nome que se apresenta como pré-candidato a deputado federal para brigar com Pablo pelo voto do eleitorado feirense. O ex-prefeito Colbert Martins Filho também ensaia sua presença nas urnas e o desejo de retornar a Brasília, sua velha conhecida de três mandatos. Mas esta é uma outra história e fica para uma análise posterior.

O secretário de Educação já esteve candidato à reeleição para vereador, desistiu e lançou, com êxito, o seu sucessor, Pedro Américo. Se apresentou como prefeiturável, em 2022, retornou do meio do caminho, apoiando e se elegendo com Ronaldo. As duas complexas operações foram bem sucedidas, diga-se de passagem. E agora, determinado a se eleger deputado federal, irá recuar mais uma vez? Como dito acima, aparentemente, só se o cavalo passar selado à sua frente, com uma improvável renúncia de José Ronaldo, em abril.   
 
  


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