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Valdomiro Silva

Fernando Torres diz que Coronel deve gratidão: 'bote a mão pro céu pelo apoio de Otto e do PT; jamais seria senador'

VALDOMIRO SILVA - 07 de Fevereiro de 2026 | 08h 54
Fernando Torres diz que Coronel deve gratidão: 'bote a mão pro céu pelo apoio de Otto e do PT; jamais seria senador'
Foto: Ascom/Câmara Municipal

Ex-deputado federal, deputado estadual, vereador e secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Fernando Torres, é um político feirense que sempre saiu vitorioso das urnas. Seu mais recente e importante cargo público foi a presidência da Câmara Municipal, por dois anos. Não se tem notícia de outro vereador que tenha comandado o Legislativo com a independência por ele apresentada em relação ao Poder Executivo. Em alguns momentos, exagerou na força do seu discurso, criando animosidades com o então prefeito Colbert Filho. Depois, entrou em guerra com sua sucessora, a presidente Eremita Mota, a quem ajudou a eleger. Aquela foi mais uma das muitas alianças que terminam em briga, quando um contribui para a ascensão do outro e se decepciona.

Um dos fundadores do PSD na Bahia, onde se encontra filiado há quase 15 anos, e dirigente da sigla em Feira de Santana,  ele acompanha de perto o "caso Coronel", seu ex-colega de legenda que deixou o partido por não concordar com a exclusão do seu nome, pelo PT, da chapa de candidatos ao Senado, nas eleições de outubro.  O Partido dos Trabalhadores já decidiu que o atual senador Jaques Wagner e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, são os que irão disputar as duas vagas, a denominada chapa "puro sangue". Companheiro de Coronel  no PSD,  o senador Otto Alencar, que ainda tem mais quatro anos de mandato, segue firme apoiando os petistas.

Em entrevista exclusiva para a Tribuna Feirense, Fernando fala de vários temas. Nesta primeira parte abordamos a decisão de Coronel. Bem ao seu estilo, discorda do senador e lhe cobra gratidão, a Otto e ao PT. "Ele bote a mão para o céu por  ter um amigo como Otto Alencar, que o apoiou para ser senador. Também deve gratidão ao PT, que o apoiou em sua primeira candidatura". Para o ex-deputado federal, Coronel não teria chegado ao Senado "de forma alguma", não fossem Otto e o Partido dos Trabalhadores, devendo assim respeitar a candidatura de Rui, a quem ele exalta "por ter feito 26 hospitais, o metrô de Salvador e outras grandes obras como governador".

Se o ex-governador pretende o Senado, "é um nome muito mais forte, que vai contribuir bem mais para a vitória do grupo, tanto a reeleição de Jerônimo como de Lula", afirma. Na análise de Fernando Torres, Coronel deveria disputar a eleição de deputado federal.  Não passou despercebido pelo ex-presidente da Câmara Municipal a "ausência" do insatisfeito senador da última campanha para governador, em que Jerônimo fora eleito: "Foi visto raras vezes. Parece ter se escondido". 

Questionado como participará da campanha deste ano, ele não descarta a possibilidade de ser candidato, o que deverá decidir até o mês de maio. Por isso, não definiu nomes para apoiar a deputado, estadual e federal. Certo é que estará junto do seu líder, Otto, pela reeleição de Lula e Jerônimo e, para o Senado, de Rui e Wagner. Não pretende deixar o comando do PSD feirense, salvo "se Otto indicar outro nome".  




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