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Bahia

Polícia Civil da Bahia investiga morte de adolescente que injetou fluidos corporais de borboleta na perna

18 de Fevereiro de 2025 | 07h 24
Polícia Civil da Bahia investiga morte de adolescente que injetou fluidos corporais de borboleta na perna
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil da Bahia (PCBA) investiga o caso Davi Nunes Moreira, adolescente que evoluiu a óbito, na última quarta-feira (12), no município de Planalto, na região Sudoeste do estado, após injetar água com fluidos corporais de uma borboleta na própria perna. O garoto tinha 14 anos.

Informações preliminares apontam que, após o ocorrido, a vítima deu entrada em dois hospitais, apresentando sintomas de intoxicação, como náusea, além de um hematoma no local da aplicação.

O pai da vítima informou que, antes de morrer, o filho contou a uma médica que capturou e amassou uma borboleta, vindo a misturar os restos mortais do inseto com água. Depois, disse ter usado uma seringa com agulha, comprada em uma farmácia, para injetar o líquido em seu corpo.

O genitor ressaltou que o adolescente não explicou o motivo de ter aplicado a mistura na perna. A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) também não divulgou maiores detalhes sobre o caso.

O delegado Roberto Júnior, coordenador regional da Polícia Civil da Bahia, disse que a ocorrência foi registrada, da forma como o pai relatou, na Delegacia de Planalto. A corporação aguarda o laudo da necropsia para definir a causa da morte e concluir o inquérito.

De acordo com o Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela análise cadavérica, o exame tem prazo inicial de dez dias para ficar pronto.

Machucado e MORTEO pai de Davi ressaltou que o primeiro sintoma apresentado pelo filho foi uma espécie de hematoma na perna. Uma semana antes da internação, o homem percebeu que o garoto mancava. Ao ser questionado pelo genitor, o adolescente disse ter se machucado enquanto brincava.

Na sequência, Davi passou a vomitar. O pai, então, levou o menino ao Hospital Municipal Nilton Ferreira dos Santos, na cidade de Planalto, onde moravam. O garoto ficou sete dias internado. Depois, o quadro se agravou e o adolescente precisou ser transferido para o Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde evoluiu a óbito.

Após a morte do filho, ao arrumar a casa, o pai encontrou a seringa mencionada pelo adolescente embaixo do travesseiro dele. O velório e o enterro de Davi aconteceram na última sexta-feira (14).

ALERTA – Especialistas alertam que a manipulação de fluidos biológicos de insetos pode oferecer sérios riscos à saúde humana. Isto porque este tipo de animal costuma ter certo grau de toxicidade.

Na natureza, as substâncias nocivas funcionam como mecanismo de defesa contra predadores. E não é diferente com as borboletas.

Conforme os pesquisadores, entre os exemplos mais conhecidos, estão as lagartas da borboleta-monarca. Elas se alimentam de algodão-de-seda e acumulam compostos tóxicos em seus corpos, com o intuito de evitar a predação.

No entanto, os cientistas destacam que a quantidade de toxinas costuma ser muito pequena para chegar a representar risco grave ao ser humano, especialmente por meio de injeção.

 

 


*Com informações do g1 BA.



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