Propostas para evitar o descarte irregular de cascas de coco foram apresentadas aos representantes dos vendedores, em Feira de Santana. Presidida pelo titular da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp), Justiniano França, a reunião aconteceu na última quinta-feira (23), na sede do órgão.
De acordo com o secretário, além do desgaste ambiental, o
acúmulo desse tipo de resíduo em locais inadequados e sem o tratamento devido constitui
um grave problema de saúde pública, podendo ocasionar transtornos para a
população. “Apresentamos algumas propostas que atenderão as necessidades sobre
o destino final”, disse França.
O gestor salientou, ainda, que o encontro foi de suma importância,
pois mostrou aos vendedores os problemas que o descarte irregular provoca. É o
caso, por exemplo, da proliferação de doenças causadas pelo Aedes aegypti.
Isto porque, em períodos chuvosos, a água fica acumulada nas
cascas, servindo como depósito de ovos e criadouros das larvas do inseto. O
mosquito transmite, sobretudo, arboviroses como a dengue, a zika e a chikungunya,
doenças que podem, inclusive, matar.
Além disso, os resíduos também atraem outros animais potencialmente
perigosos para a saúde humana, como é o caso dos ratos.
Um dos pontos mais movimentados de vendas de coco verde no
atacado e de descartes aleatórios fica na feirinha da Estação Nova, na Avenida
João Durval Carneiro.
As cascas são levadas para um basculante e para um terreno
próximo à feirinha, onde é feito o rejeite irregular.
Para os comerciantes que participaram da reunião, um local
específico para o descarte vai possibilitar o reaproveitamento da casca e
beneficiar o meio ambiente. “A secretaria está sempre nos apoiando e
incentivando, nessa iniciativa”, afirmou um dos representantes.