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Forças Armadas dão início ao alistamento voluntário feminino

02 de Janeiro de 2025 | 09h 16
Forças Armadas dão início ao alistamento voluntário feminino
Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

As Forças Armadas (FA) do Brasil abriu o prazo para as inscrições facultativas referentes ao alistamento militar voluntário feminino. Interessadas podem se candidatar até 30 de junho. No entanto, é preciso ter nascido no ano de 2007, vindo a completar 18 anos em 2025.

A incorporação poderá ocorrer no primeiro semestre de 2026, entre 2 e 6 de março, ou no segundo semestre, entre 3 a 7 de agosto. A duração do serviço militar será de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por até oito anos.

As candidatas devem residir em um dos 28 municípios (de 14 estados) previstos no Plano Geral de Convocação, estabelecido em portaria do Ministério da Defesa: Águas Lindas de Goiás (GO), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Canoas (RS), Cidade Ocidental (GO), Corumbá (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Formosa (GO), Fortaleza (CE), Guaratinguetá (SP), Juiz de Fora (MG), Ladário (MS), Lagoa Santa (MG), Luziânia (GO), Manaus (AM), Novo Gama (GO), Pirassununga (SP), Planaltina (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santa Maria (RS), Santo Antônio do Descoberto (GO), São Paulo (SP) e Valparaíso de Goiás (GO).

O quantitativo de vagas para o serviço militar voluntário feminino crescerá, de forma progressiva, até que se atinja um índice de 20% do total de postos das FA. Este ano, estão sendo oferecidas 1.465 vagas. Destas, 1.010 são para o Exército; 300 para a Aeronáutica; e 155 para a Marinha.

Entrevistas e testesAs jovens candidatas devem realizar um processo seletivo, que inclui entrevista, testes físicos e exames de saúde. Conforme a cidade, poderão escolher a força que desejam integrar.

Na Marinha, as mulheres serão incorporadas como marinheiros-recrutas. Já no Exército, como soldados. Na Aeronáutica, elas serão soldados de segunda-classe.

GolpesUm alerta na página eletrônica das Forças Armadas chama a atenção das candidatas contra possíveis golpes. A instituição informa que o alistamento pode ser feito, presencialmente, nas juntas de serviço militar da Aeronáutica, Exército e  Marinha; ou pela internet.

De acordo com o informe, “golpistas atraem o cidadão que deseja emitir certificados militares com sites fraudulentos que prometem facilidades na obtenção destes documentos”.

Em função disso, as Forças Armadas orientam que pagamentos só devem ser realizados na página oficial do alistamento.

Até agora. o alistamento de mulheres era inédito no Brasil. No entanto, já havia o ingresso de oficiais femininos nas carreiras militares desde a década de 1980.

Atualmente, 37 mil mulheres trabalham nas Forças Armadas, o que corresponde a 10% do efetivo, após aprovação em concurso público ou como militares temporárias.

O Ministério da Defesa (MD) destaca que elas são lotadas, sobretudo, “nas áreas de saúde, ensino e logística ou têm acesso à área combatente por meio de concursos públicos específicos em estabelecimentos de ensino, como o Colégio Naval (CN), da Marinha; a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx); e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), da Aeronáutica”.

Entre os homens, cerca de 1,5 milhão de jovens se apresenta, anualmente, para o alistamento militar, porém menos de 10% são incorporados. O alistamento militar no Brasil foi regulamentado em 1874, ainda no tempo do Império.

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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