A Operação Feira Quer Silêncio vem apresentando números expressivos no combate à poluição sonora, em Feira de Santana. Em pouco mais de um mês, a força-tarefa apreendeu 236 itens sonoros e notificou diversos estabelecimentos e veículos que desrespeitaram os limites legais de emissão de som.
O serviço é coordenado pelas secretarias municipais de
Prevenção à Violência (Seprev) e de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semmam),
em parceria com a Polícia Militar da Bahia (PMBA) e a Guarda Civil Municipal
(GCM).
Desde o dia 8 de novembro, a Prefeitura Municipal de Feira de
Santana (PMFS) implementou mudanças estratégicas, com a finalidade de otimizar a
eficácia da operação.
A rota de atuação, por exemplo, agora baseada em registros da
Polícia Militar, que incluem locais com altos índices de Crimes Violentos
Letais Intencionais (CVLI), tornou-se exclusiva e sigilosa.
O secretário de Meio Ambiente,
Agostinho Fróes da Motta, destacou os resultados obtidos nas últimas semanas.
Segundo ele, 236 itens sonoros foram apreendidos, além de três notificações
terem sido emitidas.
Conforme o gestor, os agentes envolvidos
na operação também arrestaram dois veículos, dois aparelhos sonoros em bares e
um equipamento de som residencial. Quatro multas por infrações veiculares
também foram emitidas.
O titular da Semmam disse, ainda, que as principais fontes de
poluição sonora identificadas foram equipamentos de som automotivo do tipo
"paredão", som em bares e som em residências, nessa ordem.
A fiscalização ocorre semanalmente, de sexta a domingo, e,
durante o período diurno, nos dias úteis. Agostinho Fróes da Mota lembra que a
aplicação da Lei Complementar Municipal 120/2018 regula os limites de decibéis
permitidos em diferentes horários.
O gestor explica que “situações que configurem perturbação do
trabalho e sossego alheios podem levar à atuação das forças judiciais, conforme
previsto na Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688/1941), com
penalidades de 15 dias a três meses de prisão para infratores”.
A utilização de equipamentos do tipo "paredão"
segue proibida, em qualquer circunstância, independentemente de estarem ligados
ou não, informa o titular da Semmam, ressaltando que estes são caracterizados
por sua instalação em veículos e alvos frequentes de fiscalização.
Desde que a Polícia Militar passou a integrar a operação, com
duas viaturas do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) e um oficial
superior, as ações se tornaram mais assertivas, na avaliação do secretário.
A parceria tem como objetivo não apenas reduzir a poluição
sonora, mas também contribuir para a diminuição dos índices de CVLI, na cidade.
Agostinho Fróes da Motta destaca a importância do sigilo na
definição dos locais de atuação. Isto porque evitar vazamentos garante o
sucesso da operação. "Com a presença de oficiais da PM e o planejamento
estratégico, estamos alcançando resultados muito mais efetivos", disse o
gestor.