Após mais de 3 anos de emergência internacional, a
Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta sexta-feira (5), que a Covid-19
não é mais uma Emergência de Saúde
Pública de Importância Internacional (ESPII). Declarado no fim de janeiro
de 2020, para classificar o surto do novo coronavírus, o ESPII é o mais alto título de alerta emitido
pela entidade.
Segundo o g1, a OMS estima que, desde que as infecções pelo
vírus começaram, 7 milhões de pessoas morreram, em todo o mundo. A organização
enfatiza que a decisão tomada ontem (4) não altera o título de Pandemia de Covid-19, que foi declarado em março de 2020.
No começo de 2023, a OMS explicou a diferença entre a ESPII e
a pandemia. Na ocasião, a líder técnica da entidade, Maria van Kerkhove,
ressaltou que mesmo que fosse decretado o fim da emergência sanitária, o mundo
ainda poderia ter que lidar por um bom tempo com a pandemia. "Isso porque
esse vírus está aqui conosco e veio para ficar", observou.
Ela esclareceu, ainda, que “é muito difícil definir quando
você chega num status em que um novo vírus se torna uma pandemia. Já a ideia de
declarar uma ESPII é para coordenar uma ação imediata antes que esse evento se
torne ainda maior e vire uma pandemia".
Conforme o g1, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, disse
que a decisão foi tomada pelos especialistas que integram a entidade. "O
Comitê de Emergência se reuniu pela 15ª vez e me recomendou que eu declarasse o
fim da emergência de saúde pública de importância internacional. Aceitei esse
conselho. É, portanto, com grande esperança que declaro o fim da Covid-19 como
uma emergência de saúde global", afirmou o gestor.
Adhanom, no entanto, salientou que o novo status não quer
dizer que ameaça chegou ao fim. "Não significa que a Covid-19 acabou como
uma ameaça à saúde global. Na semana passada, a Covid ceifou uma vida a cada
três minutos, e essas são apenas as mortes que conhecemos", frisou.
A OMS decidiu pelo fim do caráter emergencial após diversos
países, a exemplo dos Estados Unidos, começarem a suspender seus estados de
emergência locais. O Brasil, lembra o g1, tomou essa decisão de forma
precipitada, em abril do ano passado, contrariando o que dizia a OMS, na época.