O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta quinta-feira
(4), o Projeto de Lei (PL) 2564/20, que institui o piso salarial nacional para
enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras, mas
vetou reajuste automático reivindicado pela categoria.
De acordo com a Agência Brasil, para os enfermeiros, o piso
passará a ser R$ 4.750. Técnicos terão direito a 70% desse valor. Já para os
auxiliares de enfermagem e as parteiras, o percentual será de 50%.
Luta histórica da classe, que representa cerca de 2,6 milhões
de trabalhadores, o patamar salarial foi aprovado pelo Congresso Nacional em
julho. “Hoje, é um dia muito importante, não só para a enfermagem
brasileira, mas para a saúde pública do Brasil. Não há saúde pública sem a
nossa enfermagem”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
Conforme o gestor, o presidente Jair Bolsonaro vetou um dos
artigos do PL por razões de constitucionalidade. O trecho determinava um
reajuste anual do novo piso com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC), um dos principais indicadores de inflação.
Ainda segundo a Agência Brasil, a presidente do Conselho
Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Maria Pereira dos Santos, observou que mais
de 80% dos profissionais da área de enfermagem recebe valores inferiores ao
novo piso, que agora é lei. “Existe uma precariedade infinita com relação a
salários da enfermagem. Agora, pela lei, vamos ter um piso, é o
mínimo”, ressaltou.
O Congresso Nacional promulgou uma emenda constitucional, a
fim de viabilizar a aprovação do piso nacional da enfermagem. O objetivo era
dar segurança jurídica ao projeto, inserindo o tema na Constituição Federal.
Depois disso, o PL que estabelece os novos valores foi aprovado, com chancela
da ampla maioria de lideranças e bancadas partidárias.