O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado
(Gaeco) cumpriu, nesta segunda-feira (11), 41 mandados de busca e apreensão, nos
estados da Bahia, Piauí, e Maranhão, contra políticos, servidores públicos e
empresários. A ação foi executada no âmbito da Operação Primus, que investiga o
desvio de R$ 1,8 milhão em recursos públicos do município de Baixa Grande do
Ribeiro (PI).
De acordo com o G1, além do dano ao erário público, o inquérito
aponta delitos de organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude à licitação,
peculato, corrupção ativa e corrupção passiva. Segundo a polícia, os crimes
foram cometidos através de contratos firmados entre empresas de fachada e o
município de Baixa Grande do Ribeiro.
Políticos e familiares, servidores públicos, empresas com atuação
no município piauiense e seus sócios-proprietários estão entre os alvos. No
Piauí, os mandados também foram cumpridos nas cidades de Ribeiro Gonçalves,
Uruçuí, Floriano, Landri Sales e Teresina. No Maranhão, a polícia atuou no
município de Timon. Já na Bahia, os agentes cumpriram ordens judiciais na cidade
de Campo Alegre de Lourdes.
O Gaeco informou a existência de um conluio entre políticos,
empresários e servidores públicos, criado com o objetivo de desviar recursos
públicos do município de Baixa Grande do Ribeiro, através de fraudes nas
licitações. Para tanto, eram usadas empresas de fachada. Segundo a polícia, as
mesmas eram contratadas com sobrepreço pelo gestor municipal. Mesmo as obras não
sendo executadas, as verbas públicas eram destinadas às contas bancárias dos
empresários, políticos e seus familiares.
Conforme o G1, o desembargador relator Sebastião Ribeiro
Martins, da 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí,
autorizou o bloqueio de bens dos investigados. O montante chega a R$ 1.869.867,00,
sendo contabilizado como o valor desviado pela quadrilha. Na Bahia, cerca de R$
200 mil foram apreendidos.
A Operação Primus contou com o apoio da Polícia Civil (PC),
da Polícia Militar (PM) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também
participaram o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) e a
Controladoria-Geral da União no Piauí (CGU-PI).