As contas de 2020 da Prefeitura Municipal de Feira de Santana
(PMFS) foram aprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), em sessão
realizada nesta terça-feira (26), apresentando algumas ressalvas. O relator do
processo foi o conselheiro Francisco Neto.
O parecer indicou que o prefeito Colbert Filho cumpriu todas
as obrigações constitucionais. Segundo o TCM, o governo aplicou 25,47% dos
recursos específico na área da Educação; 35,44% dos recursos nas ações e
serviços de Saúde; e 89,28% dos recursos do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (Fundeb) na remuneração dos profissionais do magistério.
O relatório ressalta que, em 2020, a receita arrecadada pelo
Município foi de R$ 1.460.073.898,54, enquanto as despesas foram de R$
1.435.780.608, o que resultou no superávit em caixa de R$ 368.192.285,46. Além
disso, o documento afirma que os recursos foram suficientes para cobrir as
despesas com restos a pagar, cumprindo o artigo 42 da Lei de Responsabilidade
Fiscal.
Entre as ressalvas, o relatório aponta a ausência do parecer
do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb. Entretanto, a
Prefeitura alega que, ano passado, a Câmara Municipal de Feira de Santana rejeitou o projeto do Executivo,
cuja finalidade era adequar a legislação municipal à nova legislação federal,
em vigor desde 1º de janeiro deste ano, que regulamenta o Fundeb.
A atualização visava, especialmente, o Conselho de Acompanhamento e Controle Social de Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, responsável pela vigilância na aplicação dos recursos financeiros.