Servidores federais ameaçam paralisar suas atividades a
partir do próximo mês. Pelo menos 19 categorias estão se mobilizando. A
principal reivindicação é a concessão de reajuste salarial.
De acordo com o portal de notícias Uol, sindicatos ligados ao
Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) aprovaram três
paralisações parciais em janeiro. A primeira está programada para o dia 18. A
segunda e a terceira devem acontecer nos dias 25 e 26.
A mobilização das categorias teve início em dezembro de 2021,
com a adesão dos servidores da Receita Federal do Brasil (RFB) e do Banco
Central (BC). Isto porque a Lei Orçamentária Anual de 2022 foi aprovada com a
previsão de verba para reajustes somente de categorias vinculadas à área de
Segurança Pública.
O Fonacate destacou que a possibilidade de paralisação também
envolve servidores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); auditores e
técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tesouro Nacional;
servidores da Superintendência de Seguros Privados (Susep); auditores do
trabalho; oficiais de inteligência; e servidores das agências de regulação.
Além destes, integram a lista analistas de comércio exterior;
servidores do Itamaraty; funcionários do Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea); defensores públicos federais; especialistas em políticas públicas
e gestão governamental; auditores fiscais federais agropecuários; peritos
federais agrários; e servidores do Legislativo, do Judiciário e do Tribunal de
Contas da União (TCU).
Ainda segundo o Uol, o presidente do Sindicato Nacional dos
Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad, disse que a paralisação da
categoria está mantida no dia 18. O ato acontece das 10h às 12h.
Nesta quarta-feira (12), acontece uma reunião virtual do Sindicato
Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle (Unacon). Entre
os pontos de pauta, está prevista a discussão sobre a suspensão dos trabalhos.
Na próxima sexta-feira (14), sindicatos ligados ao Fórum das
Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) vão deliberar
sobre a participação. Conforme o Uol, interlocutores indicam que haverá adesão.
O Fonasefe reúne 30 entidades, que representam, dentre outras categorias, funcionários
das áreas de Saúde, Previdência e Assistência Social.