O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, nesta
quarta-feira (29), a lei que cria o Auxílio Brasil. O programa social que
substitui o Bolsa Família foi concebido mediante Medida Provisória (MP) editada
em agosto. Posteriormente, em 25 de novembro, foi aprovada na Câmara dos
Deputados. E, no dia 2 de dezembro, obteve a aprovação do Senado Federal.
De acordo com o G1, Bolsonaro vetou o caput do artigo 21, que
estabelece que as despesas correriam por conta das dotações orçamentárias
alocadas ao programa. Estas, segundo ele, deveriam ser suficientes para atender
as famílias consideradas elegíveis para o recebimento dos benefícios Primeira
Infância, Composição Familiar, Superação da Extrema Pobreza e Compensatório de
Transição.
No entendimento de Bolsonaro, "a proposição contraria o
interesse público, uma vez que a vinculação de atendimento de todas as famílias
elegíveis acarretaria em ampliação das despesas".
Na mesma edição do Diário Oficial da União (DOU), foi
publicado um decreto do presidente prorrogando, até dezembro de 2022, o
Benefício Extraordinário. Este auxílio, que deve ser pago de janeiro a dezembro
de 2022, assegura o valor mínimo de R$ 400 por família atendida pelo programa.
O Capítulo III, artigo 42, que estabelece metas para taxas de
pobreza, também foi suprimido. O presidente diz que o trecho "resultaria em
impacto na despesa pública diante do compromisso imposto ao Executivo para o
seu cumprimento, sem a devida estimativa do seu impacto orçamentário".
Os pagamentos do novo benefício, que tem valor mínimo de R$
400, começaram em 17 de novembro, data em que o Governo Federal liberou a
última parcela do Auxílio Emergencial.
Em novembro, entretanto, a parcela do extinto Bolsa Família foi
liberada com um reajuste de 18%. O valor médio ficou em R$ 224,41. Nesta quarta-feira
(29), o Ministério da Cidadania informou que o adicional do mês passado não
será liberado.