O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira
(16), manter a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson. O ministro Alexandre de
Moraes negou o pedido de soltura impetrado pela defesa, por considerar a
detenção do político "necessária e imprescindível à garantia da ordem pública e
à instrução criminal".
De acordo com a Agência Brasil, no começo da semana, a Procuradoria-Geral
da República (PGR) se posicionou sobre o caso, manifestando-se favorável à
manutenção da prisão preventiva do ex-parlamentar.
No último dia 10, Alexandre de Moraes já havia determinado o
afastamento de Jefferson da presidência nacional do PTB por 180 dias. Conforme
o magistrado, "a documentação juntada aos autos indicava a utilização de parte
do montante devido ao fundo partidário do PTB para financiar, indevidamente, a
disseminação de seus ataques às instituições democráticas e à própria
democracia, por meio de postagens no perfil oficial do partido político, nas
redes sociais e em seu perfil pessoal, repita-se, na condição de presidente de
agremiação política".
Prisão - Roberto
Jefferson foi preso no dia 13 de agosto, em sua residência, no município de Comendador
Levy Gasparian, região centro-sul do Rio de Janeiro. O mandado de prisão foi
expedido em cumprimento da decisão do ministro Alexandre de Moraes de atender a
um pedido da Polícia Federal (PF), por suposta participação do político em uma
organização criminosa que atuaria para desestabilizar a democracia e divulgar
mentiras sobre os membros da Suprema Corte.
Segundo a Agência Brasil, após os trâmites para entrada no
sistema carcerário do Rio de Janeiro, Roberto Jefferson foi levado para o
presídio Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó. No dia 4 de setembro, Alexandre
de Moraes autorizou a transferência do ex-deputado do presídio para o Hospital
Samaritano, na Barra da Tijuca.
O magistrado manteve a prisão preventiva e determinou que
Jefferson permanecesse apenas no hospital e fosse monitorado por tornozeleira
eletrônica. No dia 14 de outubro, o político recebeu alta, tendo deixado a
unidade hospitalar escoltado por agentes da Polícia Federal. Ele foi levado de
volta para a carceragem de Gericinó, onde continua preso.