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Política

Governador do Acre é alvo de operação da Polícia Federal

16 de Dezembro de 2021 | 10h 33
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Governador do Acre é alvo de operação da Polícia Federal
Foto: Reprodução/Rede Amazônica

A Polícia Federal (PF) do Acre deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Ptolomeu, para desarticular uma organização criminosa que atuava no governo do estado. A Justiça expediu 41 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, que estão sendo cumpridos no Acre (AC), no Amazonas (AM) e no Distrito Federal (DF). O apartamento do governador do estado, Gladson Cameli (PP), é um dos locais onde as buscas são realizadas.

Os agentes também vasculharam o escritório do governador; o Palácio Rio Branco e a Casa Civil. A ação conta com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). O governo do Acre disse que vai se posicionar por meio de nota.

Conforme o G1, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a operação, determinou o afastamento de suas funções públicas dos ocupantes dos seguintes cargos:

 

Secretário de Estado da Indústria, Ciência e Tecnologia;

Chefe de gabinete do governador;

Assessor do escritório do governo do Acre em Brasília;

Chefe de segurança do governador.

 

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que o grupo, formado por empresários e agentes públicos ligados à gestão estadual, aparelhou a estrutura do governo para cometer crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O esquema envolvia desvios de recursos públicos e ocultação da destinação dos valores.

Quanto a Cameli, diz o G1, a PF não especificou quais suspeitas recaem sobre ele. Também não deu detalhes sobre quais crimes estão sendo imputados a cada um dos investigados.

A apuração realizada pela CGU aponta que as empresas envolvidas têm diversos contratos com o governo do Acre. Segundo o órgão, parte deles envolve convênios federais e repasses relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Não há especificação de quais contratos são considerados suspeitos.

Ao longo das investigações, foram identificadas uma série de transações financeiras suspeitas em contas correntes, pagamentos de boletos de cartão de crédito, transações de imóveis de alto valor e aquisições de veículos de luxo por valores mais baixos do que os de mercado. Foi verificado, ainda, que o grupo movimentava grande quantidade de dinheiro em espécie, com frequência, inclusive com uso do aparato de segurança pública do estado.

Ainda de acordo com o G1, além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, o STJ determinou o bloqueio de cerca de R$ 7 milhões nas contas dos investigados, além do sequestro de carros de luxo comprados com os recursos desviados do governo. Os investigados também estão proibidos de acessar órgãos públicos e de realizar contatos entre si.



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