Após a PolÃcia
Federal deflagrar operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão
em sua residência, Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT, usou suas
redes sociais para se defender. Ele afirmou que a ordem judicial expedida em
função de supostas irregularidades na construção da Arena Castelão, em
Fortaleza, é "abusiva".
Na manhã de hoje, a corporação colocou nas ruas 80 agentes
para o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 32ª Vara
da Justiça Federal, em diversos endereços das cidades de Fortaleza (CE),
Meruoca (CE), Juazeiro do Norte (CE), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e São
LuÃs (MA). As buscas têm por objetivo arrestar mÃdias digitais, aparelhos
celulares e documentos relacionados às denuncias de corrupção.
Dentre os investigados, também está o ex-governador do Ceará,
agora senador, Cid Gomes, irmão de Ciro. Segundo a PF, as irregularidades
ocorreram durante a gestão dele. O inquérito apura fraudes, exigências e
pagamentos de propinas a agentes polÃticos e servidores públicos decorrentes de
procedimento de licitação para obras no estádio, entre os anos de 2010 e 2013.
A Operação Colosseum - referência ao Coliseu, anfiteatro da
era romana construÃdo no ano 27 a.C - aponta indÃcios de um pagamentos global
de R$ 11 milhões em propinas, diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações
eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas.
LICITAÇÕES FRAUDULENTAS
- As investigações,
diz a PolÃcia Federal, começaram em 2017, quando foram identificados vestÃgios
de esquema criminoso envolvendo pagamentos de propinas para que uma empresa
vencesse a licitação das obras do Castelão para a Copa do Mundo de 2014.
De acordo com o inquérito, na fase de execução do contrato, a
empresa receberia valores devidos pelo Governo do Estado do Ceará. "As
investigações continuam com análise do material apreendido na operação policial
e do fluxo financeiro dos suspeitos", disse a PF, por meio de nota, salientando
que os implicados "poderão responder, na medida de suas responsabilidades,
pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraudes em licitações, associação criminosa,
corrupção ativa e passiva".
DEFESA - Até o momento, Cid Gomes não se
pronunciou. Ciro, por sua vez, disse que não tem qualquer ligação com os fatos
e que, em 40 anos de vida pública, jamais foi acusado ou processado por
corrupção. "Não tenho nenhuma ligação com os supostos fatos apurados. Não
exerci nenhum cargo público relacionados com eles. Nunca mantive nenhum tipo de
contato com os delatores. O que, aliás, o próprio delator reconhece quando diz
que NUNCA me encontrou", observou.
O presidenciável também alegou que está sendo vÃtima de
perseguição polÃtica. "Até esta manhã, eu imaginava que vivÃamos, mesmo com
todas imperfeições, em um pais democrático. Mas depois da PolÃcia Federal
subordinada a Bolsonaro, com ordem judicial abusiva de busca e apreensão, ter
vindo a minha casa, não tenho mais dúvida de que Bolsonaro transformou o Brasil
num Estado Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade", apontou.
Ciro Gomes disse, ainda, que todo o processo que envolveu a
construção do Castelão foi transparente. "Chega a ser pitoresco. O Brasil todo
sabe que o Castelão foi o estádio da Copa com maior concorrência, o primeiro a
ser entregue e o mais barato construÃdo para Copas do Mundo desde 2002. Ou
seja, foi o estádio mais econômico e transparente já feito para a Copa do
Mundo. Mas não é isso. E sejamos claros. Não tenho nenhuma ligação com os
supostos fatos apurados", frisou.
O pré-candidato finalizou sua fala ressaltando que usará todos
os mecanismos legais para processar os seus, segundo ele, detratores. "Nunca me
senti um cidadão acima da lei, mas não posso aceitar passivamente ser tratado
como um subcidadão abaixo da lei. Sou um homem do embate, do combate e do
Direito. Essa história não ficará assim. Vou até as últimas consequências
legais para processar aqueles que tentam me atacar. Meus inimigos nunca me
intimidaram e nunca me intimidarão. NINGUÉM VAI CALAR A MINHA VOZ", advertiu.
Leia
a Ãntegra da postagem de Ciro GOMES:
"Até esta manhã, eu imaginava que vivÃamos, mesmo com todas
imperfeições, em um pais democrático. Mas depois da PolÃcia Federal subordinada
a Bolsonaro, com ordem judicial abusiva de busca e apreensão, ter vindo a minha
casa, não tenho mais dúvida de que Bolsonaro transformou o Brasil num Estado
Policial que se oculta sob falsa capa de legalidade.
O pretexto era de recolher supostas provas de um suposto
esquema de favorecimento a uma empresa na licitação das obras do Estádio do
Castelão para a Copa do Mundo de 2014. Chega a ser pitoresco. O Brasil todo
sabe que o Castelão foi o estádio da Copa com maior concorrência, o primeiro a
ser entregue e o mais barato construÃdo para Copas do Mundo desde 2002. Ou
seja, foi o estádio mais econômico e transparente já feito para a Copa do
Mundo. Mas não é isso. E sejamos claros. Não tenho nenhuma ligação com os
supostos fatos apurados. Não exerci nenhum cargo público relacionados com eles.
Nunca mantive nenhum tipo de contato com os delatores. O que, aliás, o próprio
delator reconhece quando diz que NUNCA me encontrou.
Tenho 40 anos de vida pública e nunca fui acusado nem
processado por corrupção. Não tenho dúvida de que esta ação tão tardia e
despropositada tem o objetivo claro de tentar criar danos à minha pré-candidatura
à Presidência da República. Da mesma forma tentaram 15 dias antes do primeiro
turno da eleição de 2018. O braço do estado policialesco de Bolsonaro, que
trata opositores como inimigos a serem destruÃdos fisicamente, levanta-se
novamente contra mim. Não tenho dúvida de que esta ação tão tardia e
despropositada tem o objetivo claro de tentar me intimidar e deter as denúncias
que faço todo dia contra esse governo que está dilapidando nosso patrimônio
público com esquemas de corrupção de escala inédita.
Nunca me senti um cidadão acima da lei, mas não posso aceitar
passivamente ser tratado como um subcidadão abaixo da lei. Sou um homem do
embate, do combate e do Direito. Essa história não ficará assim. Vou até as
últimas consequências legais para processar aqueles que tentam me atacar. Meus
inimigos nunca me intimidaram e nunca me intimidarão. NINGUÉM VAI CALAR A MINHA
VOZ".