Feirantes contrários à relocação do comércio informal do
centro de Feira de Santana voltaram a se manifestar, na manhã desta terça-feira
(16), em frente ao Paço Municipal Maria Quitéria. Por meio de nota, o Governo lamentou
o ato e disse que ação parte de "pequeno grupo contrário ao desenvolvimento da
cidade".
Conforme a Administração Municipal, todas as intervenções do
projeto Novo Centro foram amplamente discutidas com os diversos segmentos do comércio,
seja em audiências públicas, seja em reuniões pontuais.
A Prefeitura enfatizou, ainda, que o diálogo vem sendo
mantido, há alguns anos, e que os feirantes querem seguir trabalhando de forma
desordenada. "Os manifestantes reivindicam a possibilidade de permanecerem nas
ruas e nos passeios, comercializando seus produtos de forma desorganizada,
embaixo de sol e chuva, impedindo também a circulação de pedestres, o que fere
o artigo 68 do Código de Trânsito Brasileiro", observou.
O secretário de Agricultura, Recursos Hídricos e Desenvolvimento
Rural, Pablo Roberto reforçou que a retirada dos feirantes das ruas atende a
uma determinação do Ministério Público (MP) e que a tradição não é argumento válido
para que os feirantes permaneçam obstruindo as calçadas. "A tradição de feira
livre no centro da cidade acabou há 45 anos, com as construção do Centro de
Abastecimento. Se o caso é manter a tradição, então teríamos que trazer todo
mundo de volta para as ruas centrais?", questionou.
De acordo com o Governo Municipal, em nenhum momento, houve
recusa em dialogar. A gestão alega que também não é contrária ao direito dos
manifestantes de se oporem ao que classifica de avanço e modernização. "O que
não podem é afetar o direito de ir e vir das pessoas", ponderou.