A Justiça determinou a liberação da garagem da Rosa, uma das
concessionárias que operam o serviço de transporte coletivo de Feira de
Santana. A saída da empresa foi bloqueada por manifestantes, na madrugada desta quarta-feira (27). O grupo de
moradores da zona rural reivindica o retorno de quatro linhas que atendiam
comunidades dos distritos e povoados do município. Conforme a decisão judicial,
o ato deveria ter sido encerrado em caráter imediato.
No entanto, de acordo com a TV Subaé e com o G1, na manhã
desta quinta (28), pessoas ainda permanecem bloqueando o local. Elas afirmam
que não foram notificadas da decisão da Justiça, divulgada, segundo a prefeitura
municipal, no dia de ontem. A ordem foi assinada pelo juiz Nunisvaldo dos
Santos, da 2ª Vara da Fazenda Pública, e prevê aplicação de multa diária de R$
5 mil, além de responsabilidade civil, penal e administrativa dos organizadores
do protesto, em caso de descumprimento.
Responsável pelo transporte na zona rural da cidade, a Rosa
deixou de prestar o serviço em 2020, sob a alegação de que Município não
cumpria cláusulas contratuais. Com a recusa, a empresa São João, a outra concessionária
licitada, assumiu as linhas. No entanto, desde o último sábado (23), esta
também deixou de realizar o serviço, justificando que houve descumprimento do
contrato por parte do Governo Municipal.
A Prefeitura informou que, para cobrir a demanda,
disponibilizou, emergencialmente, vans do Sistema de Transporte Público
Alternativo e Complementar (STPAC). Segundo a TV Subaé e o G1, os usuários do
serviço, entretanto, reclamam que estão sendo prejudicados, uma vez que apenas
os ônibus possuem o dispositivo para o passe livre. Pelo o fato de o benefício
não ser aceito no transporte alternativo, eles alegam que estão gastando mais
com as passagens.