O
presidente da Câmara de Feira de Santana, Fernando Torres (PSD), criou
nesta quinta (21) uma comissão legislativa para atuar frente a problemas
enfrentados pelos camelôs relocados das ruas da cidade para o Shopping
Popular. A medida foi adotada pelo dirigente atendendo a sugestão do
vereador Luiz da Feira (PROS) em razão de uma grande manifestação que os
pequenos comerciantes fizeram nas galerias da Casa da Cidadania,
apelando aos vereadores que intercedam pela causa.
Dois
representantes dos camelôs foram convidados a utilizar a Tribuna Livre
da Câmara, para falar dos problemas enfrentados pelo segmento, em seu
novo espaço de trabalho. Alegam que o local não tem a estrutura
prometida pelo Governo e que as vendas estão escassas, insuficientes
para o pagamento de taxas e mínimas despesas.
"O
assunto é gravíssimo e precisamos apoiar os trabalhadores", disse ele. A
comissão deverá atuar imediatamente e será constituída pelos vereadores
Luiz da Feira (PSC), Jhonatas Monteiro (PSOL), Edvaldo Lima (MDB),
Pastor Valdemir (PV) e Pedro Cícero (Cidadania). A comissão deverá
buscar um contato com o prefeito municipal, Colbert Martins Filho, para
tratar das reclamações e denúncias em busca de uma solução. Também irá
se dirigir ao Ministério Público, com o objetivo de discutir o contrato
assinado pelos camelôs, considerado prejudicial à classe.
Luiz da
Feira diz que o prefeito e a Secretaria de Trabalho, Turismo e
Desenvolvimento Econômico do Município, não atende a pedidos de
informações feitos através de requerimentos pela Câmara, nem recebe os
representantes do segmento em audiência. O vereador, que é camelô, diz
que nada do prometido está sendo feito, a exemplo de banco, 30 lojas
âncoras e casa lotérica para atrair clientes. O "dono" do Shopping
(gestor do Consórcio Popular que administra o entreposto, Elias
Tergilene), observa Luiz, diz que quem "manda é ele; o prefeito,
enquanto isso, cruza os braços". Assim, ele conclui, "só uma comissão da
Câmara para ir ao Ministério Público, tentar soluções".