Feira de Santana amanheceu sem os ônibus que integram as
linhas do transporte coletivo urbano, nesta segunda-feira (23). Os rodoviários,
que estão em campanha salarial, deflagraram greve por tempo indeterminado, esta
manhã.
De acordo com o G1, a categoria reivindica reajuste de 10,5%
referente a 2020 e 2021. Segundo a categoria, as empresas não fizeram propostas,
alegando dificuldades financeiras.
Cerca de 600 rodoviários estão parados. Os terminais de
transbordo da cidade amanheceram fechados. A Prefeitura Municipal de Feira de
Santana (PMFS) promete adotar medidas legais, a fim de garantir o cumprimento
dos contratos das empresas.
Conforme o governo, após a deflagração da greve, a Secretaria
Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) acionou as 105 vans e
micro-ônibus do Sistema de Transporte Público Alternativo e Complementar
(STPAC) para atender, parcialmente, a demanda de passageiros que dependem do
serviço.
Desde
ontem (22), o prefeito Colbert Martins Filho se reúne com secretários, no
intuito de tomar providências judiciais, para
que as concessionárias São João e Rosa voltem a garantir à população o direito à
mobilidade.
Ao longo desta segunda-feira, fiscais da SMTT orientam e
auxiliam os usuários em pontos de ônibus e nos terminais de transbordo.
No entendimento do titular da pasta, Saulo Figueiredo, é
lamentável que "a falta de acordo entre as concessionárias e o Sindicato dos
Trabalhadores Rodoviários de Feira de Santana (SINTRAFS) prejudique a população
com a falta desse serviço essencial", especialmente em um momento em que as
pessoas precisam do transporte coletivo para se deslocar até as unidades de
saúde e tomar a vacina contra a Covid-19.