O presidente Jair Bolsonaro confirmou, nesta quinta-feira (22),
que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) vai assumir a Casa Civil da Presidência
República. A mudança, de acordo com a Agência Brasil, faz parte da reforma
ministerial que deve acontecer na próxima semana.
Em entrevista à Rádio Banda B, de Curitiba, Bolsonaro deu como
quase certa a nomeação do parlamentar. "Está praticamente certo. Vamos botar um
senador, aqui, na Casa Civil, que pode manter um diálogo melhor com o
parlamento brasileiro", frisou.
O presidente afirmou, ainda, que as tratativas finais
acontecerão na próxima segunda-feira (26), quando o senador voltar do período
de recesso. "A princípio é ele. Conversei com ele já, ele aceitou. Ele está em
recesso, chega a Brasília segunda-feira, converso com ele, acertamos os
ponteiros. E a gente toca o barco. É uma pessoa que eu conheço há muito tempo.
Ele chegou em 95 na Câmara, eu cheguei em 91", explicou.
Ainda conforme a Agencia Brasil, o chefe do Executivo
nacional também confirmou a recriação do Ministério do Trabalho e Previdência,
que, no início de seu governo, foi agrupado com outros quatro ministérios para
a criação do Ministério da Economia, sob o comando do ministro Paulo Guedes.
Segundo Bolsonaro, o atual ministro da Secretaria Geral, Onyx
Lorenzoni, será o titular do novo ministério e o atual chefe da Casa Civil, Luiz
Eduardo Ramos, assumirá a gestão da Secretaria Geral. "Ele mesmo [Paulo Guedes]
concordou com tirá-lo dessa parte para passar para esse novo ministério. Dá uma
descompressão no Paulo Guedes e deixa o Onyx para tratar dessa questão
importantíssima", disse o presidente, referindo-se à pasta do Trabalho e
Previdência.
O presidente afirmou, ainda, que o número de ministérios será
restabelecido para o total de 23. Em fevereiro de 2021, com a aprovação da autonomia do Banco Central,
o órgão perdeu status de ministério e se transformou em autarquia federal. Agora,
a pasta a ser recriada completará a lista. "Não vai pesar em nada as finanças.
Não vamos criar cargos, é apenas uma mudança de secretarias do Ministério da
Economia para esse novo ministério", destacou.
Em março, Jair Bolsonaro já havia promovido uma reforma
ministerial, com trocas em seis
ministérios: Casa Civil e Secretaria de Governo, ambas ligadas à
Presidência da República, ministérios da Justiça e Segurança Pública, das
Relações Exteriores e da Defesa e também da Advocacia-Geral da União (AGU).