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Política

Gilmar Mendes critica insistência de Bolsonaro em voto impresso: "é lenda urbana"

13 de Julho de 2021 | 12h 10
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Gilmar Mendes critica insistência de Bolsonaro em voto impresso:
Foto: Sérgio Lima/Poder360

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou, nesta segunda-feira (12), a ideia do voto impresso, insistentemente defendida por Jair Bolsonaro. No entendimento do magistrado, o discurso de que haverá fraudes nas eleições de 2022, caso a medida não venha a ser adotada, não passa de uma "lenda urbana", que "galvaniza" a base eleitoral mais radical do presidente. "Entendo que isso é tão consistente quanto a mensagem que diz que o homem não foi à lua", ironizou, durante entrevista concedida à rádio CBN.

O tema ganha força à medida que Bolsonaro ventila, sem qualquer indício de prova, uma suposta articulação do STF para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva volte a governar o país, por meio de um pleito, segundo ele, fraudulento. O chefe do Executivo Nacional tem dito, aos apoiadores, que a única maneira de impedir tal "complô" seria por meio do retorno do voto impresso.

Gilmar Mendes, no entanto, nega, veementemente, a existência de uma "conspirata", dentro do STF, para fraudar o sistema eleitoral. Em resposta às acusações do presidente e às críticas que ele dispara contra a Suprema Corte, o ministro disse que o chefe do Executivo deveria fazer um registro positivo da contribuição do Tribunal para sua governança. Segundo o magistrado, o STF tem contribuído bastante para sua gestão, "inclusive poupando o governo de erros mais crassos", observou.

Gilmar Mendes garantiu, ainda, que o voto eletrônico é seguro e argumentou que tanto Bolsonaro quanto os parlamentares que se elegeram na "onda bolsonarista" assumiram cargos públicos por meio das urnas eletrônicas. "Já tinham ouvido falar de Hélio Negão? Já tinham ouvido falar de Bia Kicis? Nenhum de nós tinha ouvido falar deles. Vieram nesse arrastão provocado pelo presidente Bolsonaro, o que prova que a urna é fiel aos votos que lá foram depositados", disparou.

Sobre as tensões e desgastes entre as Forças Armadas e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta, no Senado Federal, para investigar irregularidades na gestão da pandemia de Covid-19, o magistrado enfatizou que não é papel das Forças Armadas fazer ameaças à CPI ou ao Parlamento. "Pelo contrário, as Forças Armadas têm o poder e o dever de proteger as instituições", lembrou.



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