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Política

Rui Costa critica posicionamento de Bolsonaro sobre desobrigação de uso de máscaras para vacinados

11 de Junho de 2021 | 18h 36
Rui Costa critica posicionamento de Bolsonaro sobre desobrigação de uso de máscaras para vacinados
Foto: Reprodução/Redes Sociais

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O governador Rui Costa criticou, nesta sexta-feira (11), a declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre a desobrigação do uso de máscaras para pessoas já vacinadas contra o novo coronavírus. "Quem pede para o povo tirar a máscara é porque está achando pouco as quase 500 mil mortes", disse o chefe do Executivo baiano, durante a entrega da iluminação de um trecho da BR-242 e do novo sistema de abastecimento de água, na cidade de Ibotirama.

De acordo com o G1, Rui Costa entende a defesa feita pela presidente como falta de sensibilidade com a dor e a vida humanas, principalmente, nesse momento, em que a maioria dos estados brasileiros registra taxa de lotação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) acima de 80%. "O presidente da República falar em retirar máscaras é ser alguém que não tem absolutamente nenhuma sensibilidade com a dor e a vida humana", reprovou.

O governador disse, ainda, que a desobrigação do uso de máscaras é algo incompreensível. "Foge de qualquer racionalidade alguém que representa um país com esse comportamento", observou, ironizando, também, a fala de Bolsonaro que atribui a decisão final aos gestores estaduais e municipais. "Eu não apito nada", zombou.

Nesta quinta-feira (10), diz o G1, o presidente solicitou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, desse um parecer para liberar vacinados e recuperados da Covid-19 de usar o equipamento de proteção individual. Especialistas se manifestaram contra. Isto porque, mesmo vacinada, uma pessoa pode contrair e transmitir a doença. E há, no mundo inteiro, inúmeros relatos médicos sobre casos de reinfecção, ainda que de forma mais leve.

Como lhe é bastante peculiar, Bolsonaro tentou jogar a responsabilidade para os estados e municípios. Isto após afirmar que a decisão era do gestor da pasta da Saúde. Na porta do Palácio da Alvorada, ele ainda declarou, a veículos de imprensa, que quem já foi infectado e quem tomou vacina não precisa usar máscara. "Quem vai decidir é ele [Queiroga], dar um o parecer. Se bem que quem decide na ponta da linha é o governador e prefeito, eu não apito nada. É ou não é? Segundo o Supremo, quem manda são eles. Nada como você estar em paz com a sua consciência", atribuiu.

Segundo o G1, desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no ano passado, que estados e municípios têm direito de tomar medidas para conter a pandemia, o presidente afirma que o governo federal foi proibido de liderar ações contra a Covid-19.

Ministros do STF sustentam que o argumento de Bolsonaro não tem fundamento. E que a deliberação da Suprema Corte foi de que a União é a responsável por coordenar as ações. Na época, o presidente tinha por objetivo derrubar medidas de isolamento social e de uso de máscaras, decretadas por governadores e prefeitos, aos quais ele atribui a culpa pela situação atual do país.

O presidente é contra restrições para conter a disseminação do vírus, apontadas como essenciais para impedir uma devastação ainda maior do que a já vivenciada no Brasil e no mundo. Bolsonaro promove aglomerações desde que a pandemia começou no país, em março de 2020. Na maioria delas, ele foi flagrado sem máscara, assim como boa parte dos membros de sua comitiva.




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