Uma mudança na Lei Orgânica Municipal, as vésperas da instalação da CPI da Cesta Básica, modificando os critérios de escolha dos seus integrantes, é a razão pela qual a Justiça decidiu suspender os trabalhos do órgão. O juiz Nunisvaldo dos Santos, em sua decisão, anuncia que é facultativo à Câmara de Vereadores o reinício do procedimento com "a estrita observância da antiga redação da Lei Orgânica Municipal", informa o site "Olá Bahia".
A antiga redação determinava a formação dos membros das Comissões Parlamentares de Inquérito na Câmara através de sorteio. A mudança feita implicou em novo formato de escolha dos integrantes das
CPIs, que passam a ocorrer por meio de indicação da Mesa Diretora, mais votação do plenário para aprovação dos nomes.
O mandado de segurança foi cumprido pela CPI esta manhã, mesmo sem a Câmara ter sido notificada oficialmente. O presidente da Casa, Fernando Torres, assim recomendou, sendo acatada sua orientação pelo presidente da CPI, Emerson Minho.
Torres disse que vai recorrer e que cumprirá qualquer orientação da vara da Fazenda Pública no sentido de regularizar a CPI conforme o entendimento do judiciário. "O importante é que possamos dar prosseguimento a um trabalho que interessa diretamente à sociedade". A investigação é sobre possíveis crimes eleitorais na distribuição de cestas básicas pela Prefeitura no ano passado, exatamente no mês do pleito para prefeito e vereadores.
Os autores do mandado de segurança foram os vereadores Lulinha, Correia Zezito, Pastor Valdemir, Pedro Américo e Fabiano da Van, todos aliados do prefeito Colbert Martins Filho.