O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou à Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia que não poderá comparecer ao Senado,
nesta quarta-feira (5), para prestar esclarecimentos sobre a gestão da crise
sanitária provocada pelo novo coronavírus.
De acordo com a Agência Brasil, o ex-chefe do Ministério da
Saúde (MS) alegou ter tido contato com dois assessores diagnosticados com Covid-19.
A informação foi dada, nesta terça-feira (4), pelo vice-presidente do
colegiado, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Pazuello foi o gestor da Saúde que permaneceu mais tempo no
cargo desde que a pandemia começou no país, em março de 2020. Tendo atuado por dez meses,
seu depoimento, aprovado na semana passada pela CPI, é um dos mais aguardados.
Por causa disso, sua fala foi a única agendada para amanhã. A comissão reservou
um dia inteiro para ouvir e questionar o ex-ministro sobre os diversos momentos
dramáticos que o Brasil vivenciou durante o auge da crise.
Dentre os acontecimentos mais graves, o Senado esperava
cobrar explicações de Pazuello sobre a falta de oxigênio hospitalar em Manaus, que
matou diversos doentes por asfixia; o elevado número de mortos e infectados; e,
sobretudo, a morosidade no processo de compra das vacinas contra doença.
Com o impedimento do ex-ministro, diz a Agência Brasil, uma
nova data deve ser marcada. Isto porque muitos senadores resistem à
possibilidade de depoimentos remotos. Os parlamentares querem evitar que os
convocados recebam orientações sobre como responder às perguntas, caso as
sessões sejam online.
Por decisão do presidente do colegiado, senador Omar Aziz
(PSD-AM), o depoimento do antecessor de Pazuello no MS, o médico Nelson Teich,
que estava marcado para a tarde de hoje (4), foi adiado para amanhã.