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Após paralisação de 4h, rodoviários de Salvador retomaram serviço; ônibus voltaram a circular no início da manhã

19 de Abril de 2021 | 10h 16
Após paralisação de 4h, rodoviários de Salvador retomaram serviço; ônibus voltaram a circular no início da manhã
Foto: Camila Oliveira/TV Bahia

Após paralisar as atividades por um período de quatro horas, os rodoviários de Salvador retomaram o trabalho às 8h da manhã desta segunda-feira, possibilitando que os ônibus coletivos urbanos voltassem a circular pelas ruas da capital baiana. De acordo com o G1 Bahia, Apenas os veículos da Concessionária Salvador Norte (CSN) seguem sem rodar.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação da categoria teve por objetivo protestar e reivindicar o pagamento das verbas rescisórias dos rodoviários que pertenciam à CSN. Além disso, os trabalhadores do setor também querem ser incluídos no grupo prioritário da vacinação contra a Covid-19.

Visando minimizar os efeitos da paralisação, a prefeitura de Salvador montou um esquema especial de transporte. Ônibus do Subsistema de Transporte Complementar (Stec), também conhecidos como amarelinhos, foram postos em circulação, a fim de dar suporte aos principais corredores de tráfego de Salvador.

Conforme o G1, o secretário Municipal de Mobilidade de Salvador, Fabrizzio Muller, disse que, após a retomada dos ônibus, os veículos da Stec seriam encaminhados às regiões que a CSN cobre, ou seja, Mussurunga, Av. Paralela e orla. Os coletivos da CSN são responsáveis por 66 linhas, suprindo as necessidades de transporte de 50 bairros da capital.

PROTESTOS – Um grupo de rodoviários fechou a Avenida Vale do Tororó, na entrada da Estação da Lapa, na última sexta-feira (16). O objetivo foi reivindicar o pagamento de valores acordados com a prefeitura e a CSN. Após cerca de seis horas de paralisação, os rodoviários decidiram suspender o ato, temporariamente, no início da tarde.

A categoria, informa o G1, teve uma reunião com o prefeito de Salvador, Bruno Reis, a vice-prefeita, Ana Paula Matos, o advogado dos acionistas da CSN, três procuradores do município e secretário Fabrízzio Müller.

IMPASSE – O impasse e a onda de protestos começaram no dia 27 de março, quando a Concessionária Salvador Norte (CSN) teve o contrato rescindido pela prefeitura da capital, após o relatório de uma auditoria apontar diversas irregularidades na gestão do contrato por parte da empresa. O prefeito Bruno Reis disse que o total da dívida acumulada da CSN é de R$ 516 milhões. A prefeitura anunciou, então, que montaria uma operação emergencial de transporte, visando garantir o atendimento dos usuários do transporte público na bacia operada pela concessionária.

Ainda segundo o portal de notícias, em junho de 2020, o Governo Municipal decretou a intervenção da CSN, após tomar conhecimento, através do Sindicato dos Rodoviários, de que a concessionária vinha descumprindo o acordo coletivo assinado com a categoria.

Além disso, a entidade informou à Prefeitura que empresa atrasava, constantemente, o adiantamento salarial e o tíquete alimentação. O decreto foi assinado no intuito de manter o serviço e garantir os empregos dos 4,5 mil funcionários que atuam no sistema.



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