A Justiça do Trabalho na Bahia não está dando um bom exemplo, ao retomar o atendimento presencial em Salvador e apenas de forma remota em Feira de Santana, segunda maior cidade do Estado, neste período de restrições em diversas atividades devido à pandemia de coronavírus.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil - Subseção de Feira, Lorena Peixoto, é quem trás essa "pérola" à tona, ao participar
de um protesto da classe pela retomada das audiências presenciais de todo o sistema Judiciário em Feira, na manhã de segunda.
Dezenas de profissionais, de forma organizada e liderados pelo seu presidente, Raphael Pitombo, fizeram a manifestação em frente ao Fórum Desembargador Filinto Bastos.
O deputado federal e também advogado, Zé Neto, participou do ato, solidário aos colegas e determinado a ajudar neste diálogo.
Lorena disse, conforme publica o "Acorda Cidade, que "o mesmo procedimento que já está sendo realizado em Salvador, deve ser aplicado no município de Feira de Santana também, como as audiências de forma presencial da Justiça do Trabalho".
Segundo ela, a Justiça do Trabalho continua de portas fechadas ao público, como o judiciário de modo geral, mas nesse órgão especializado em questões trabalhistas já houve o retorno efetivo dos serventuarios, processos estão estão sendo analisados. Há também levantamento de alvará, busca e apreensão, entre outras operações judiciais.
Apenas audiências são realizadas exclusivamente na modalidade de videoconferência, enquanto na capital esse procedimento ocorre de forma presencial, causando transtornos diversos tanto para os advogados quanto para o cidadão que a ela recorre.
É necessário, no mínimo, que a direção local do fórum trabalhista explique os motivos dessa diferente postura em relação a Salvador, fato que, realmente, causa estranheza.