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Política

Bolsonaro questiona quem seria posto em seu lugar, se sofresse impeachment

08 de Fevereiro de 2021 | 17h 18
Bolsonaro questiona quem seria posto em seu lugar, se sofresse impeachment
Foto: Reuters/Ueslei Marcelino

Alvo de mais de 60 pedidos de impeachment, o presidente Jair Bolsonaro questionou, nesta segunda-feira (8), quem poderia assumir seu lugar. Também indagou qual seria o efeito prático de seu afastamento. “Agora vem os outros: impeachment. Vai resolver o quê? Quer tirar a mim, quer botar quem no lugar?”, declarou, em conversa com apoiadores, após citar o aumento dos preços dos combustíveis e dos itens da cesta básica.

Segundo o portal de notícias Terra, o chefe do Executivo nacional disse que aceita soluções sugeridas por qualquer indicado. “Esse 'quem' podia apresentar e nos ajudar com soluções agora. Eu tenho humildade para acolher qualquer sugestão, qualquer uma, seja qual for, a gente estuda”, ironizou.

Em caso de impedimento, o vice-presidente Hamilton Mourão assumiria a cadeira de presidente. Este, porém, já se manifestou contrário ao movimento pró-impeachment que ressurgiu no início do ano.

A gestão da pandemia de Covid-19 é um dos principais argumentos que embasam os pedidos protocolados na Câmara dos Deputados. Conforme o Terra, a saída de Bolsonaro chegou a ser motivo de carreatas, nos dois últimos fins de semana de janeiro.

No entanto, o resultado das eleições da Câmara dos Deputados e do Senado Federal indica que há poucas chances de um pedido de impedimento contra Bolsonaro ser acatado. Isto porque aliados do presidente assumiram o comando do Congresso Nacional.

Para um processo dessa natureza chegar a tramitar, é necessário que, primeiro, seja aceito pelo presidente da Câmara. O Terra lembra, no entanto, que o apoio explícito do Planalto para que o deputado Arthur Lira (PP-AL) saísse vitorioso visava, justamente, afastar a ameaça do impeachment. “Tem que buscar soluções? Tem. Graças a Deus mudou o comando da Câmara”, comemorou Bolsonaro.

Na mesma conversa com seus apoiadores, diz o portal de notícias, o presidente da República também falou, indiretamente, sobre o ex-presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que articulou a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP). Este, porém, foi derrotado por Lira. “Esse cara que saiu da Câmara agora diz que ele vai encarnar a verdadeira oposição ao meu governo. Ele não tem que ser oposição ao meu governo, tem que ser favorável ao Brasil, porque quando se faz política barata, o povo sofre”, enfatizou.



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