Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, ter�a, 23 de junho de 2026

Geral

Moradores de povoado de Feira de Santana esperam carro-pipa há mais de 20 dias; localidade não tem rede de abastecimento

06 de Fevereiro de 2021 | 11h 13
Moradores de povoado de Feira de Santana esperam carro-pipa há mais de 20 dias; localidade não tem rede de abastecimento
Foto: Reprodução/TV Bahia

Moradores do povoado do Rosário, localizado no distrito de Humildes, em Feira de Santana, esperam por um carro-pipa há mais de 20 dias. Sem rede de abastecimento, a população está sem água até para beber.

De acordo a TV Subaé, três carros-pipa da Prefeitura Municipal costumam ser utilizados para fornecer água a cinco distritos de Feira de Santana. A Secretaria Municipal de Agricultura disse que o veículo só é enviado em caso de necessidade. No entanto, a caixa d’água que serve aos moradores de Rosário está vazia há mais de um mês.

Os moradores dizem que solicitam o abastecimento todos os dias, porém o carro-pipa não aparece há semanas. À reportagem da TV Subaé, a lavradora Dilma Conceição informou que costumava fazer uma caminhada de 10 minutos até a caixa d’água, que deveria estar sendo atendida pela Prefeitura, mas não está. “Eu queria uma solução: ou o carro-pipa traz a água ou, então, recavam o poço”, indicou.

Sem água na localidade, a trabalhadora disse que, agora, precisa andar cerca de meia hora até a casa de um parente, que cede água do poço que tem na propriedade. “Todo dia tenho que dar essa caminhada. Meia hora indo, meia hora voltando. É dificuldade para lavar roupa, para cozinhar, para tudo está sendo difícil”, lamentou.

Conforme a TV Subaé, enquanto a água não chega, os moradores de Rosário mantêm os tanques de suas casas destampados, na esperança de que chova. O problema é que a região sofre com a estiagem. Não chove há muito tempo. É o que relata a lavradora Maria das Neves. O tanque dela está seco há mais de seis meses. Sem água, o jeito é sair para buscar longe. “Eu caminho cerca de 15 minutos. Indo e vindo é cerca de 30 minutos. Empurrando o carro de mão, só que eu estou doente e não posso empurrar por muito tempo”, queixou-se.

Margarida dos Santos, também lavradora, contou à reportagem que teve um pouco mais de sorte, porque o vizinho divide a água do poço com ela. “É bem cansativo e só consigo pegar quando ele está aí”, relatou, salientando que, às vezes, o morador leva de oito dias a 15 dias fora e nem os trabalhadores aparecem.



Geral LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

charge

As mais lidas hoje