O descontentamento com o serviço de transporte coletivo voltou a ser um dos pontos de maior destaque do discurso do vereador Fernando Torres (PSD), proferido na manhã desta quarta-feira (3), no plenário da Câmara Municipal de Feira de Santana.
Em entrevista ao Acorda Cidade, o presidente do Legislativo feirense disse que o Sindicato dos Rodoviários, presidido pelo ex-vereador Alberto Nery (PT), teria negociado o recebimento de vantagens indevidas com empresários do setor, quando ainda era parlamentar.
Fernando Torres afirmou ainda que a “propina” era repartida com outros vereadores. “É obrigação do parlamentar não acusar, mas denunciar tudo aquilo que vemos e que está errado. Acredito que o transporte público de Feira é um caos e o sindicato de motoristas que Alberto Nery preside é um dos principais fatores que contribuem para acontecer esse caos. O presidente negocia com os empresários de ônibus para obter vantagem própria, claro que nunca esse transporte vai andar bem. A conversa que tem aqui é que ele recebia a propina e dividia com os vereadores, era o negociador com as empresas. Posso dar os nomes dos vereadores que receberam o dinheiro, assim que estiver comigo”, inculpou.
Segundo o portal de notícias, Torres ressaltou a necessidade e a urgência da instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a fim de analisar o caso. Mas, conforme o edil, a CPI só pode ser realizada com a assinatura de determinados vereadores, o que, no seu entendimento, dificulta a efetivação da investigação, já que os colegas são da oposição.
“Precisamos fazer uma CPI, para quebrar o sigilo bancário daquele sindicato. Para a comissão acontecer, precisa de algumas assinaturas. Vi alguns vereadores de oposição defendendo o Alberto Nery por ser do mesmo partido, não sei se vão assinar e também não sei se os vereadores de governo vão, o que eu sei é que eu, Fernando Torres, vou assinar a CPI”, assegurou.