A Polícia Civil do Rio de Janeiro interditou, nesta segunda-feira (1º), um laboratório protético irregular, localizado em Ricardo de Albuquerque, zona norte da capital carioca. A oficina adquiria próteses dentárias removíveis (mais conhecidas como roach) de cemitérios clandestinos e as reformava.
De acordo com o Uol, as peças eram compradas por 50% do valor normal e passavam por tratamento químico. Posteriormente, eram revendidas a clínicas odontológicas, como se fossem novas. Duas pessoas foram detidas.
A Delegacia do Consumidor (Decon) informou que dois cemitérios que participavam do esquema foram identificados, um fica em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, e o outro na Baixada Fluminense. André Neves, delegado que está à frente do caso, disse ao Uol que há suspeita de que coveiros estejam envolvidos no esquema.
Segundo a autoridade policial, em depoimento, os presos alegaram não saber a origem das próteses. “Esse material era vendido clandestinamente. Há suspeita de coveiros envolvidos – pessoas responsáveis pela venda desse material para reciclagem nesse laboratório. Duas pessoas foram presas no laboratório. Eles alegaram que compravam de um revendedor, e não de fábrica. E que não sabiam que o material era adquirido dessa forma”, explicou.
Autuados por crimes contra o consumidor e contra a saúde pública, os presos podem pegar penas de até seis anos de detenção. O Uol informou ainda que as investigações apontam que eles atuavam no segmento há três anos. “Agora vamos identificar as clínicas odontológicas que adquiriram as peças. Ao que tudo indica, elas foram lesadas e não sabiam da procedência do material”, esclareceu o delegado.