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Política

Prefeito de BH critica gestão da pandemia e diz que presidentes foram presos por muito menos

25 de Janeiro de 2021 | 16h 39
Prefeito de BH critica gestão da pandemia e diz que presidentes foram presos por muito menos
Foto: Divulgação

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), criticou, nesta segunda-feira (25), a gestão pandemia do novo coronavírus, pelo Governo Federal. Traçando um comparativo, ele enfatizou que “presidentes foram desrespeitosamente levados à prisão por muito menos” e que “nada é mais importante que uma vida”.

Ao portal de notícias Uol, Kalil ressaltou ainda que todos os gestores deve ser investigados. “Esse negócio de pegar governador e prefeito que compraram respirador superfaturado é muito pouco para o que aconteceu nesse país. É a maior tragédia que aconteceu aqui”, disse, em entrevista conduzida pelo colunista Josias de Souza e pela repórter Amanda Rossi.

O prefeito recriminou a gestão do governo de Jair Bolsonaro. “Nós fomos muito mal conduzidos no caso da pandemia. Seria uma cretinice muito grande achar que o governo do Brasil levou essa pandemia como deveria ser levada”, destacou, estendendo a crítica à escolha do general Eduardo Pazuello para ministro da Saúde e salientado que, “nos governos militares, em todos os governos militares, os ministros eram médicos”.

CONFIANÇA NA VACINA –Ainda conforme o Uol, no início de janeiro, Kalil decretou o fechamento do comércio de Belo Horizonte, em função do aumento de casos e de mortes por Covid-19. Durante a entrevista, ele declarou que se as internações caíssem 60%, como em Israel – país que, proporcionalmente, mais vacinou no mundo – reabriria tudo. “A vacina está aí. Em Israel, as internações caíram 60%. Se, em BH, cair 60%, eu abro a cidade amanhã”, observou, afirmando ter 200% de confiança na eficácia da vacina.

CLOROQUINA –Sobre o “kit Covid”, o prefeito de BH afirmou que ouviu do filho, o médico ortopedista Felipe Kalil, que, atualmente, nenhum médico vai arriscar o registro profissional receitando cloroquina, mesmo no exército, como tratamento precoce para a Covid-19.

O gestor disse ainda que a enfrentou a pressão para adotar a recomendação de terapêutica prévia reunindo especialistas em um comitê de combate à doença e enfatizou que é preciso resiliência para lidar com as cobranças. “Os que buzinavam, passavam, xingavam, iam para a porta da minha casa domingo... Eu disse para a minha mulher: isso aí só quando começar a empilhar caixão vai acabar, porque nós nos prevenimos, nós fomos a primeira cidade a fechar. Então, quando começou aquela tragédia em Manaus, acabou a buzina. A pressão vem muito da pessoa. Eu sou daquela teoria: não empurra não que é pior”, observou.

GOVERNO DE SÃO PAULO –Segundo o Uol, na avaliação de Alexandre Kalil, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), saiu vitorioso na queda de braço com o Governo Federal a respeito da política de vacinação. “Que a vitória do governo de São Paulo foi nítida e clara, isso ninguém tem dúvida. O que eu disse no início: esse jogo já acabou, está todo mundo no vestiário tomando banho. Essa taça já levaram”, comparou.

O prefeito também declarou que não tirou fotos junto com os primeiros vacinados de Belo Horizonte por uma questão de coerência. “Não fui eu que forcei a barra para a vacina”, frisou, ressaltando que não iria “fazer festa com dinheiro dos outros”.

O gestor, no entanto, diz o site, afirmou que não descartará a possibilidade de divulgar amplamente, por meio de vídeos e fotos, quando for a sua hora de vacinar. “Pretendo ajudar com a credibilidade da vacina. Acho que é um ato importante, porque não está furando fila, fazendo nada de errado e você pode levar algumas pessoas. Você tem uma liderança que ganhou uma eleição no primeiro turno, tem que imaginar que o povo tenha um pouco de confiança em você”, ponderou.



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