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Política

Mourão defende Pazuello e diz que excesso de pressão leva a descontrole

19 de Janeiro de 2021 | 14h 58
Mourão defende Pazuello e diz que excesso de pressão leva a descontrole
Foto: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo

O vice-presidente do Brasil, General Hamilton Mourão (PRTB), defendeu, nesta terça-feira (19), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, das críticas que recebeu pela organização da campanha de vacinação contra a Covid-19.

De acordo com o portal de notícias Uol, Mourão disse que a gestão de Pazuello tem pontos a favor e contra. E explicou que a pressão exercida por governadores atrapalhou o planejamento do Ministério da Saúde. “Eu acho que não deu errado. Vamos lembrar o que o ministro já tinha falado semanas atrás. Que, a partir do momento em que a vacina fosse aprovada, se levaria de 2 a 3 dias para que ela estivesse colocada em todos os pontos do Brasil. O que aconteceu é que ficou aquela expectativa que, da noite para o dia, ia chegar no Acre e no Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo. É complicado”, amenizou o vice, em Brasília.

Logo após a vacina ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no último domingo (17), Pazuello disse que a imunização, em todos estados, começaria na quarta-feira (20). Mas, na manhã seguinte, em Guarulhos, prometeu que todos os governadores poderiam começar a vacinação no mesmo dia. O problema é isso não foi possível, porque as entregas atrasaram, em algumas regiões.

Em função disso, alguns governadores criticaram o Ministério da Saúde. O General Mourão saiu em defesa de Pazuello. “É muita ansiedade. E você sabe que há, obviamente, uma exploração política disso aí. É aquela história, nessas horas, muitas vezes, o controle foge. A gente perde o controle quando há um excesso de pressão”, justificou.

Conforme o Uol, o vice-presidente destacou ainda que, agora, a vacinação já começou em quase todos estados e disse que o objetivo é imunizar 70% da população até o final do ano. “Mas o que eu estou vendo é que a vacina vai chegando aos poucos. O fundamental é que a gente consiga entrar naquilo que eu possa dizer que é o modo 1 da vacina. Que nós passemos a produzir ela aqui em escala e, consequentemente, atingirmos o índice que eu falei ontem: 70% da população vacinada até o final do ano. Ou seja, são 150 milhões de pessoas”, estimou Mourão.



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