Sucessor de ACM Neto (DEM) na prefeitura de Salvador, Bruno Reis vai ter mais apoiadores na Câmara de Vereadores que o seu mentor. De acordo com o Bahia Notícias, a partir do dia 2 de fevereiro, quando se iniciam os trabalhos no Legislativo municipal, o novo gestor terá, pelo menos, 32 parlamentares, em sua base, um a mais do que Neto tinha em sua gestão.
O prefeito da capital baiana garante, assim, supremacia nas votações da Câmara, principalmente por conta da diminuição no quadro da oposição. Até 2020, eram 11 vereadores se opunham à base governista de ACM Neto. Agora, são apenas oito parlamentares contrários: Marta Rodrigues (PT), Tiago Ferreira (PT), Maria Marighella (PT), Suíca (PT), Sílvio Humberto (PSB), Laina Pretas por Salvador (PSOL), Hélio Ferreira (PCdoB) e Augusto Vasconcelos (PCdoB).
Conforme o BN, ficaram de fora da lista Edvaldo Brito (PSD), Débora Santana (Avante) e Sidninho (Podemos). Brito porque integra o bloco independente da Casa e, portanto, não se coloca ao lado da oposição e nem da situação. A vereadora Débora Santana, por sua vez, disse, inicialmente, que não se posicionaria a favor de nenhum dos lados. No entanto, diz o site, após a eleição, visitou Bruno Reis, mas afirmou que era apenas um encontro de apresentação de projetos.
Nesse contexto, a incógnita fica por conta de Sidninho. Ex-líder da oposição, o vereador rompeu com o grupo do governador Rui Costa (PT). Ele se mostrou insatisfeito durante o período eleitoral e anunciou sua retirada do campo oposicionista. Contudo, conforme o BN, afirmou que não sabe se vai se colocar ao lado de Bruno Reis.
De acordo com o novo líder do Podemos na Câmara Municipal de Salvador, Emerson Penalva, Sidninho está em diálogo com o novo prefeito. “Ele ainda está conversando. Eu procuro não ficar buscando informação. O que ele tem acenado a mim é que está conversando”, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias, que diz ter tentado contato com o vereador, para repercutir a informação, mas não obteve resposta.
Ainda conforme o site, diante desse cenário, Bruno Reis garante mais de dois terços do Legislativo soteropolitano, o que vai facilitar sua vida, principalmente na hora de aprovar projetos enviados, pelo Executivo, à Câmara. Normalmente, os textos são enviados sob regime de urgência urgentíssima, o que significa que têm prioridade de votação. E, caso não sejam apreciados, sobrestam a pauta, travando outras votações. Projetos de Lei (PL) dessa natureza precisam ser apresentados por um terço e aprovados por dois terços dos vereadores presentes no momento da votação, o que equivale a 29 parlamentares. Segundo o Bahia Notícias, atualmente, o novo prefeito possui, pelo menos 31, sem contar o presidente Geraldo Jr. (MDB), que, em regra, não participa das votações.