Provocado pelo líder do governo baiano, deputado Rosemberg Pinto (PT), que lhe imputou dois anos de gestão à frente da Ouvidoria do Estado, o deputado Carlos Geilson (PSDB), de volta à oposição, corrigiu o petista em sessão virtual da Assembleia Legislativa da Bahia esta semana. “Assumi no dia 2 de maio de 2019 e saí no dia 2 de junho de 2020”, disse Geilson, após registrar que estranhava o comportamento do colega, “que se metamorfoseou” ao virar líder, perdendo “o bom trânsito com os colegas e sua paciência para ouvir o contraditório”.
Segundo o tucano, Rosemberg se incomodou com a determinação da oposição em não mais votar por acordo os projetos de lei advindos do Executivo, porque, segundo Geilson, o governo não cumpre os acordos. “Nós temos marcas ao longo do tempo, cicatrizes que ainda são visíveis, porque esse governo não tem se pautado numa conduta retilínea de cumprimento de acordo”, declarou o deputado feirense.
Ele chegou a lembrar das tratativas em vão no período em que Marcelo Nilo presidiu o Legislativo baiano, com promessas que envolviam a Casa Civil, Casa Militar e o então líder do governo, deputado Zé Neto. “Os deputados saiam da sala alegres e sorridentes, esperando o cumprimento dos acordos e, dia após dia, nada acontecia”, relatou Carlos Geilson, aos risos, antes de concluir: “Nós estamos cansados, ficando velhos e experimentados, e não cabe mais ficar caindo nesse tipo de armadilha e de conversa fiada”.