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Política

Maia chama governo de incompetente, por não expandir o Bolsa Família

18 de Dezembro de 2020 | 15h 58
Maia chama governo de incompetente, por não expandir o Bolsa Família
Foto: Agência Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), chamou o governo do presidente Jair Bolsonaro de incompetente. O parlamentar responsabilizou a gestão por não expandir o programa Bolsa Família, que presta assistência social a famílias de baixa renda.

As afirmações foram feitas durante o discurso que Maia proferiu, nesta sexta-feira (18), no Plenário da Câmara. Estavam em pauta a votação do Projeto de Lei Complementar 137/20, que libera cerca de R$ 167 bilhões para o combate aos efeitos econômicos gerados pela pandemia de Covid-19, e a Medida Provisória (MP) 1000/20, que prorrogou o auxílio emergencial.

O deputado respondeu à provocação de Bolsonaro, que, na noite de ontem (17), o acusou de ter deixado a MP que tratava do tema caducar. “Se, hoje, o presidente não consegue promover uma melhora ou expansão do Bolsa Família, a responsabilidade é exclusiva dele. Que tem um governo que é liberal na economia, mas não tem coragem de implementar essa política principalmente no Parlamento”, disparou.

De acordo com o Uol Economia, Rodrigo Maia enfatizou ainda que “a população não merece pagar a conta da incompetência e da falta de coragem do governo”, sobretudo em fazer a reestruturação das despesas do Estado. Ele também de declarou que foi a Câmara dos Deputados quem comandou o país em 2019, enquanto “Bolsonaro ameaçava o país”, com suas redes sociais.

O deputado ressaltou que o intuito do seu discurso era proteger a imagem da Câmara, para que informações falsas não se perpetuassem. “Eu precisava fazer o meu discurso para resguardar a imagem dessa casa e da minha presidência, porque amanhã a narrativa vai deixar de ser do 13º do Bolsa Família e ele vai dizer que fomos nós que acabamos com o auxílio emergencial, porque não votamos a MP. Então foi muito importante o governo entrar em obstrução contra a MP 1000, isso está registrado na imprensa, está registrado aqui no plenário, porque nós queremos, eu tenho certeza, estamos dispostos ainda a trabalhar no mês de janeiro, construir os caminhos para que 8, 10, 12 milhões de brasileiros possam ser incluídos no Bolsa Família, de forma que se possa respeitar o orçamento primário”, observou.

ADVERSÁRIO – O presidente da Câmara dos Deputados se colocou como “leal adversário” de Bolsonaro. No entanto, ressaltou que pode vir a ser “aliado do governo”, em determinados temas. “Eu continuarei sendo leal adversário do presidente da República naquilo que é ruim para o Brasil. E serei aliado do governo, não do presidente, nas pautas que modernizam o Estado brasileiro, respeitando o limite de gastos”, garantiu.



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