Pela primeira vez, desde a redemocratização, ocorrida em 1985, o Partido dos Trabalhadores (PT) não elege prefeitos nas capitais do Brasil. De acordo com o G1, das 15 cidades que disputavam o 2º turno das eleições municipais, realizado neste domingo (29), a sigla foi derrotada em 11, dentre elas as capitais Recife e Vitória.
O partido, que tinha o maior número de candidatos no 2º turno, só conseguiu eleger os prefeitos de Juiz de Fora (MG), Contagem (MG), Diadema (SP) e Mauá (SP). As eleições em Macapá ainda não foram realizadas, em função do apagão que atinge 13 dos 16 municípios do estado do Amapá, desde o dia 3 de novembro.
Ainda segundo o G1, entre as quatro cidades que o partido conseguiu eleger prefeitos, a vitória mais expressiva foi a de Margarida Salomão, em Juiz de Fora (MG), que obteve 54,9% dos votos, vencendo o candidato do PSB, Wilson Rezato.
A maior derrota sofrida pelo PT, em 2020, ocorreu em Recife (PE), onde a candidata Marília Arraes (PT) disputava o pleito com João Campos (PSB), eleito com mais de 56% dos votos.
Em Caxias do Sul (RS), o ex-ministro Pepe Vargas, que participou do governo da presidente Dilma Rousseff, foi derrotado pelo candidato do PSDB, Adiló Didomenico, eleito com mais de 59% dos votos.
Em relação ao número de prefeituras conquistadas em 2016, o resultado desse ano é a baixa mais significativa do Partido dos Trabalhadores. Conforme o G1, em 2008, a legenda conseguiu eleger 360 prefeitos, em todo o país. Na eleição de 2012, voltou a apresentar crescimento no total de prefeituras, com 637 eleitos. Já em 2016, o partido perdeu em diversas cidades, conquistando apenas 254 prefeituras. E, em 2020, terminou a eleição com 183 prefeituras, menor número em 16 anos, ficando na 11ª posição entre os partidos.
CIDADES GRANDES E POR HABITANTES –Conforme o G1, outra abordagem mostra que o PT ampliou o número de prefeituras de cidades grandes. Em 2016, elegeu prefeitos em apenas quatro municípios de mais de 200 mil habitantes. Esse ano, o número subiu para sete. Além disso, a sigla não saiu perdendo se for levado em conta o número total de habitantes dos municípios que irá governar. Em 2016, eram 6,033 milhões. Agora, serão 6,045 milhões.