“Só se a pandemia impedir que eles participem das atividades. Mas a vontade do governador Rui Costa, do senador Jaques Wagner e do presidente Lula é de estarem aqui ao lado de Zé Neto para construir essa vitória em Feira de Santana".
A declaração dada pelo deputado estadual Robinson Almeida, do PT, ao radialista Framário Mendes, na inauguração do comitê da candidatura do partido em Feira está semana não deixa dúvida: os caciques do partido vão apostar todas as fichas no candidato que, na Assembleia Legislativa, foi líder de bancada das gestões de Wagner e Rui no governo da Bahia. E o que isto significa?
Significa que a expectativa do radialista Carlos Geilson, que esperava neutralidade de Wagner e Rui em Feira, no primeiro turno, em respeito a sua candidatura a prefeito pelo mesmo grupo, foi "pro beleleu", como dizem os mais antigos.
A declaração de Robinson, um político muito próximo tanto do governador quanto do senador, deve deflagrar uma estratégia mais agressiva de Geilson contra Zé Neto. Sabendo da total prioridade dos dois maiores líderes do grupamento do qual faz parte para o candidato do PT, Geilson pode autorizar o seu principal aliado Targino Machado a centrar fogo no petista - o que para o deputado do DEM não seria algo nada desconfortável, muito pelo contrário.
O próprio Geilson, que não morre de amores por Zé Neto e sempre discordou, histórica e frontalmente, do modus operandi como o deputado federal faz política em Feira, pode também partir para cima dele no horário eleitoral da televisão com início previsto para o dia 10. O tempo dirá se os petistas fizeram, mesmo, a melhor escolha, ao desprezar o radialista no primeiro turno das eleições.